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Mostrando postagens com o rótulo Deserto

O Nariz do Camelo

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Há muito tempo me contaram uma história curiosa, em que, numa noite fria, um velho viajante do deserto armou sua tenda para descansar. Quando já estava deitado, seu camelo afastou as abas da entrada e ficou espiando lá dentro — Meu senhor — disse o animal —, permita-me deixar meu nariz aqui dentro. Está bastante frio!  Era um pedido estranho já que os camelos suportam muito mais as noites frias do deserto do que os homens. Mas o viajante não viu problema algum. — Pois bem — bocejou, apático e sonolento depois de um longo dia de caminhada. — Faça como quiser. Então o animal enfiou o nariz dentro da tenda. — Se eu pudesse aquecer o pescoço também... — disse. — Para mim dá no mesmo — respondeu o velho. O camelo avançou o pescoço e distraiu-se durante um certo tempo olhando em torno. Depois de virar a cabeça para lá e para cá, acabou quebrando o silêncio: — Só vai ocupar mais um pequeno espaço se eu colocar minhas patas dianteiras para dentro da tenda. Eu me sentir...

O Juiz do Egito: Volume I - Sob a Pirâmide, de Christian Jacq

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Há muito vinha procurando uma obra intrigante, que me prendesse na leitura, fazendo-me querer saber, desesperadamente, sobre a próxima página. Pois eu encontrei! O Juiz do Egito - Sob a Pirâmide é o primeiro volume da trilogia escrita por Christian Jacq, responsável por me proporcionar bons momentos de aventura, mistério e segredos. Toda a história se passa no Médio Império Egípcio . Enquanto o resto do mundo vivia sobre as trevas da ignorância, o país, berço das civilizações, prosperava às margens do Nilo. Mas, os especialistas egiptólogos, como o próprio autor, sabem que as coisas não eram tão perfeitas assim, e que mesmo naquela época já existiam as falhas corruptivas nos famosos impérios faraônicos. "Construir a inteligência pela retidão permanecendo ponderado e preciso, não se preocupar com a sua própria felicidade, agir de modo que os homens caminhem em paz, os templos sejam construídos e os pomares floresçam para dos deuses." O alto nível de informações, a ...

Thomas Merton e o Monge do Deserto

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Nascido na França em 1915, Thomas Louis Merton, um homem de sabedoria monástica captou a imaginação do século XX, da mesma forma que os monges ancestrais do deserto fizeram no século IV. Voltou à casa da família materna nos Estados Unidos para escapar da Primeira Guerra Mundial. Após a morte da mãe, frequentou a escola e a universidade na Inglaterra, retornando aos Estados Unidos, em 1935, para frequentar a Universidade de Columbia. Merton vinha de uma família protestante sem fervor religioso. Mas, em 1938, ele vivenciou uma profunda conversão ao Catolicismo. No ano em que os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial - 1941 -, ele ingressou no mosteiro de Getsêmani, no Kentucky, onde viveu o resto da vida. Em meio a uma jornada ao Extremo Oriente, em 1968, Merton faleceu. Chamado de "Lama Americano" pelo próprio Dalai Lama, elogio que é, talvez, o equivalente moderno a ser reconhecido como um monge do deserto da nossa era. Em 1948, ele publicou "Semente...

Barjanes e as Areias Mutantes do Sahara

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Durante a noite ouviram-se estranhos gritos e surgiram furtivas figuras desaparecendo entre as resplandecentes dunas ou seguindo as marcas das caravanas de camelos. Dessas visões nasceram os contos de fantasmas. Os nômades juram que viram esses terríveis demônios devoradores de homens, assinalando como evidência os ossos do deserto e perguntando: "Quem senão os demônios podem deixar limpos uns ossos no deserto?" Provavelmente a resposta é "a areia". E a areia, amontoada pelo vento numa pequena coluna, pode facilmente induzir a confundi-la com um ser sobrenatural. Vastas colinas estendem-se pelo horizonte como um tapete sempre em modificação. Lados lisos, dunas de afilados cumes e todo o conjunto imitando de maneira desconcertante a sucessão das ondas do mar. A interminável procissão das mutantes dunas são, ao mesmo tempo, impressionantes e desorientadoras. Ao olhar a nua mas majestosa terra resultaria difícil apoiar a opinião do novelista argelino Alb...

O Império dos Faraós.

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Há milhares e milhares de anos, nas trevas invioláveis da cripta cavada sob a ardente pedreira do Vale dos Reis, dormia o Faraó. Ao seu redor jaziam amontoados cofres de marfim, cadeiras entalhadas, jóias e vasos de alabastro, todo o enxoval de uma alma que aprestava para a grande viagem de além-túmulo; um ramo de flores secas junto à porta murada, recordava o último adeus dos vivos ao falecido soberano. Até que um dia, surdas pancadas de picareta perturbaram o silêncio secular, uma luz ofuscante penetrou improvisadamente no recinto, refulgindo sobre o ouro. Diante dos olhos estupefatos dos intrusos, as pinturas, a tapeçaria, os papiros narraram a grandeza do antigo Egito. A descoberta do túmulo de Tutancâmon em 1922 trouxe novamente o mistério de um mundo desaparecido. De todas as civilizações, os monumentos mais duradouros são os do antigo Egito, as imponentes colunas de Luxor, restos do santuário de Amom, as muralhas fortificadas de Tell-el-Amarna, as criptas do Vale d...