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Mostrando postagens com o rótulo Mistério

Degas, Renoir e o Relógio de Orfeu, de Simon Goodman

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Se existe algo que desperta o interesse dos mais diversos leitores à história, é, sem dúvidas, uma caça ao tesouro enlaçada de todas as aventuras e percalços inerentes a ela. E estamos acostumados a ver tais jornadas nos exemplares fictícios, fruto da criatividade de seus autores; o que não deixa de ser emocionante. Mas quando esses acontecimentos não passam pelo imaginário das mentes criadoras, encontrando-se na tênue linha da realidade, a atratividade é muito maior. Isso porque percebemos que o conteúdo presente nas linhas do exemplar, de fato, ocorreram sem precisar ser inventados, mas apenas relatados. E sobre estes mesmos relatos, quando expostos em períodos marcantes da história, completam a primorosa obra verídica de caráter artístico requintado. De tal modo que com essas palavras posso salientar a minha experiência da caça ao tesouro com o livro Degas, Renoir e o Relógio de Orfeu, escrito por Simon Goodman. A obra apresenta um aspecto há muito esmiuçado por esc...

Maria e o Caso das Gravuras Desaparecidas, de P. J. Brackston

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Difícil é encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar nos famosos contos dos Irmãos Grimm, cuja premissa fantasiosa proporciona uma imersão completa no mundo da imaginação que só a literatura fantástica é capaz de conceder. Ambos acadêmicos alemães que ganharam notoriedade ao escreverem, principalmente, para as crianças. Nesse princípio surgiram os contos, fábulas e poesias que inspiraram e continuam inspirando autores de todo o mundo. O cenário da Alemanha no século XVIII é bem característico e envolvente, principalmente na região da Baviera, onde acontece a trama. A autora P. J. Brackston, formada em escrita criativa pela Universidade de Lancaster encanta os leitores com sua facilidade em conduzir as palavras. O livro que proporciona o mergulho mencionado no universo fantasioso das fábulas, também garante a reflexão de uma sátira bem escrita em meio à paródia, que resume-se em reverenciar a literatura dos Irmãos Grimm, que tanto contribuíram para este gênero literário. ...

Um Tom Mais Escuro de Magia, de V. E. Schwab

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É sabido que a leitura de um exemplar tem a capacidade de nos fazer viajar por entre as suas páginas, e que a qualidade dessa leitura tem a ver com os atributos da viagem que a mesma proporciona. Explicando em outras palavras, um livro só é bom quando nos transporta para outra realidade, permitindo-nos ser abraçados por experiências jamais imaginadas na vida real; um verdadeiro mergulho na fantasia, onde somos sujeitos a contemplar a riqueza e a profundidade de lugares e personagens, ambos inerentes à engenhosa imaginação de agentes criadores, tais como  V. E. Schwab, autora de  Um Tom Mais Escuro de Magia. Muitos são aqueles que já se interessaram pela teoria das múltiplas dimensões, ou universos paralelos que englobam "diferentes realidades" no mesmo tecido. Algo parecido, também, com uma árvore que dá frutos iguais, mas em posições diferentes. É exatamente assim que podemos entender superficialmente a paralelidade presente na obra de Schwab, que nos dá a oportunidade...

Desintegrados, de Neal Shusterman

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Nem preciso comentar o quão interessante é quando temos a oportunidade de ler uma obra que mescla a ficção distópica em meio à fantasia criada pelo autor com a realidade, pois que o enredo de Desintegrados não foge tanto daquilo que é tido como "racional".  Mas, infelizmente, não li o primeiro exemplar da série, e isso gerou certa dificuldade para ligar alguns pontos já que se trata de uma sequência. Contudo, desempenhando o meu papel de leitor, pude perceber a premissa e a crítica proposta por  Neal Shusterman — escritor de mais de 30 livros premiados — no segundo volume da série Fragmentados. Em minha breve pesquisa, vi que o primeiro exemplar interpela o tema do "aborto" em pessoas que já nasceram; ou seja: um massacre. A criança tem proteção até os 13 anos, porém, após essa idade, os pais podem "abortá-la" num processo de fragmentação, que se resume na retirada de órgãos e outras partes do corpo sem matá-la. Assim, os fragmentos podem ser ...

Branco como a Neve, de Salla Simukka

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Não é aconselhável iniciar uma trilogia pelo segundo exemplar, porém eu não tive escolha. Apesar de precisar ligar alguns pontos do primeiro livro, consegui entender a premissa e o enredo, assim como diferenciar a escrita da autora dos demais thrillers investigativos disponíveis nas prateleiras das livrarias. Branco como a Neve é a continuação de Vermelho como o Sangue, lançado no início de 2017 pela Novo Conceito, atraindo olhares de leitores que buscam algo eletrizante e sombrio. Depois do sucesso do primeiro exemplar, lançado em mais de cinquenta países, que faz uma releitura diferenciada sobre os aspectos do clássico conto da Branca de Neve — nome dado também a trilogia por Simukka —, o segundo título continua com essa pegada de suspense referenciando o conto.  Mas claro que num tom muito mais sério no que diz respeito a menção de heróis e vilões. O curto período de tempo da narrativa, narrada em terceira pessoa, é uma característica da obra. Em menos de uma sem...

O Segredo de Heap House, de Edward Carey

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Quando o livro é bom, não importa a quantidade de páginas, sempre terminaremos ele antes do esperado; e foi exatamente isso que aconteceu quando dei inicio ao Segredo de Heap House. De fato, foi uma leitura repleta de surpresas que contribuiu muito para que o interesse pela história se desenvolvesse. Várias especulações e teorias foram criadas em minha mente sobre o desfecho e nenhuma delas chegou perto do que realmente aconteceu. As características centrais da obra são a originalidade e a particularidade para com os assuntos tratados. Uma mescla de mistérios e insanidades geravam sensações únicas junto às descrições dos personagens e ambientes. Algo jamais imaginado por mim, mas que ganhou forma e contexto graças à escrita envolvente do autor, junto às imagens sombrias que ao início de cada capítulo ilustravam o enredo. Para explicar o desenvolvimento da história, é necessário entender que o ambiente, por si, é mais importante que os personagens, pelo menos na minha perspec...

O Inspetor de Xindzimila, de Virgília Ferrão

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Banhado pelas águas do Oceano Índico, Moçambique é um país africano com uma cultura bem vasta e distinta da brasileira, todavia somos lingados por um aspecto importante: o idioma. A língua oficial do país também é o português e, para mim, foi extremamente gratificante ter a oportunidade de ler uma obra que faz parte do acervo literário desse povo forte e destemido. Lançado pela Selo Jovem e escrito por Virgília Ferrão, O Inspetor de Xindzimila encanta em primeira vista pela arte da capa e o capricho da edição, além de ter uma sinopse bastante envolvente, tomando a atenção de leitores em qualquer prateleira de livraria. E é importante ressaltar que a definição de inspetor em países lusófonos da África se assemelha no Brasil com um investigador policial, refletindo todo o mistério por trás das páginas da obra. Dionísio, tido como o inspetor, é o protagonista da narrativa que se inicia com seu retorno à pacata vila de Xindzimila depois de um período de estudo...

As Magníficas Torres de Bolonha

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Bolonha possuía cerca de 180 torres entre o século XII e XIII e o motivo pelo qual elas foram construídas até hoje não é muito claro. Todavia, uma das hipóteses mais relevantes seria o fato das famílias ricas da época usarem tais construções para se defenderem dos inimigos. Infelizmente a maior parte veio abaixo no século XIII; algumas demolidas propositalmente enquanto outras simplesmente colapsaram devido à ação do tempo. As que permaneceram de pé, foram reutilizadas nos séculos vindouros de várias formas, como prisão, comércio, residência, entre outras finalidades até que em 1917, numa tentativa fracassada de reestruturação da cidade, foram demolidas mais duas torres, sendo elas Artenisi e Riccadonna. Hoje, menos de 20 dessas quase milenares construções podem ser vistas; e para a surpresa de muitos a maior delas continua de pé, com seus 97 metros de altura, o equivalente a um prédio de 33 andares, e aproximadamente 900 anos. Trata-se da Torre de Asinelli. Acredita-se que t...

Dois Mundos, de Simone O. Marques

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Se existe um lugar mistico no Brasil, este é a Chapada dos Veadeiros. Com suas formações rochosas peculiares e vegetação única, o local atraí turistas de todas as partes. De fato, torna-se mais interessante quando temos a oportunidade de ler um livro cuja ambientação gira em torno de nossa terra, instigando o leitor a se aprofundar no assunto. Dois Mundos, Tesouros da Tribo de Dana, é o primeiro livro da série escrita por Simone O. Marques e publicado pela Butterfly Editora no ano de 2016. Trata-se de uma distopia ambientada em terras brasileiras, onde grande parte da população mundial é morta e apenas alguns pequenos grupos sobrevivem. Um desses é a Tribo de Dana, na Chapada dos Veadeiros, onde vive Marina, a protagonista da obra. Nesta fantasia, a menina é tida como avatar — um certo tipo de deusa — por ser receptora de três divindades: Dana, a grande mãe; Morrigan, a deusa da guerra e da destruição; e Brigith, a deusa da luz. Daí já fica fácil entender o porquê do...

A Nona Vida de Louis Drax, de Liz Jensen

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Eis uma obra que mistura mistério, psicologia e tragédia em meio à vida de uma criança de apenas nove anos de idade: Louis Drax. O exemplar publicado em 2005 ganhou uma nova edição da Record em 2016 junto ao filme inspirado na obra lançado no mesmo ano. De fato, trata-se de um enredo intrigante e ao mesmo tempo envolvente. O menino protagonista é a chave do mistério que ronda a trama. Diferente das outras crianças, Louis Drax tem uma vida marcada por situações de "quase morte", ao longo dos anos, até o nono. quando, ao cair de um penhasco, é dado como morto. Todavia, já no necrotério, o corpo volta à vida e o mistério se inicia acerca desse momento! Diferente dos outros acidentes, a queda, de fato, o levou a óbito, intrigando os médicos, céticos para situações miraculosas. Mas isso não amenizou a gravidade de sua saúde, já que Drax permaneceu em coma, ficando aos cuidados do Dr. Dannachet. O acidente ganhou repercussão na mídia até que em dado momento, devido às in...

Da Flauta de Junco ao Eco das Montanhas

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O destino de Pã, criatura mitológica, foi amar sem nunca unir-se a criatura amada. Sua morte é um mistério até hoje pois a causa não foi retratada nos fragmentos. Pobre Pã! Apenas os navegantes souberam do ocorrido depois de ouvirem uma voz em alto mar dizendo: "O grande Pã está morto". E isso foi suficiente para repetirem o boato desde as areias da praia até os cumes das grandes cordilheiras. O povo entrou em grande alvoroço e a partir desse dia vários poetas tiveram como inspiração a vida dessa criatura enigmática que gostava de ficar sob às sombras das árvores nas florestas solitárias.  Sabe-se que no final de sua vida, Pã passou a frequentar as encostas das cordilheiras pois tinha esperança de, um dia, encontrar a ninfa Eco. Todavia, morreu sem conseguir. Tinha como companhia apenas a flauta de junco que, por ventura, também tratava-se de uma ninfa. Siringe era o seu nome! Correu por toda a vida de Pã para que ele não a encontrasse, mas de nada adiantara. Rogou aos...

Testamento do Terror, de David Morrell

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Afirmo que quando escolhi ler este exemplar, pensei em algo totalmente diferente a respeito de sua premissa, simplesmente pelo título e sinopse; mas, enfim, terminada a leitura, vi que nada do que eu imaginei, de fato, aconteceu. E a cada página virada, uma surpresa, tanto boa quanto ruim. É válido ressaltar que o autor, David Morrell, é o mesmo que criou o personagem Rambo nos cinemas, interpretado por    Sylvester Stallone. Falando agora sobre Testamento do Terror, logo imaginamos um livro de horror onde coisas terríveis acontecem. Sim, trata-se de uma obra desse tipo, mas não contextualizada só nisso, porém em um clima de suspense e apreensão, com uma pegada de romance policial e aventura. Toda essa mistura me fez um pouco confuso sobre o objetivo do autor, apesar da obra ser detalhada e com diálogos impecáveis — talvez essa seja uma característica marcante de Morrell — que nos fazem vivenciar realmente os sentimentos dos personagem, e imaginar suas respectivas vozes ...

Filha da Floresta, de Juliet Marillier

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A cultura céltica foi, de fato, um marco na história da humanidade que existiu em várias regiões da Europa, mas principalmente na Irlanda, Grã-Bretanha e Gália entre os séculos IV e III a.C. Sabendo disso, falar de um livro que aborda tal tema é extremamente gratificante, principalmente quando percebemos o quão bem feita foi a pesquisa antropológica para chegar ao resultado final. Juliet Marillier, autora do livro Filha da Floresta, conseguiu mesclar a realidade céltica e o que a história conseguiu provar cientificamente, com a fantasia, crenças e mitologia que tal povo acreditava existir. O mais clássico dos exemplos que posso citar é o naturismo, do qual derivou o culto das fontes, dos rios, das árvores e do sol. "Um conto pode começar de diversas maneiras. Mas também pode haver mais de um conto, e cada um deles de transforma em uma maneira diferente de contar a mesma história." Inspirado na história germânica dos Irmãos Grimm, O Cisne Selvagem, a obra tem como per...