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Mostrando postagens com o rótulo Sonho

O Pintor de Memórias, de Gwendolyn Womack

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Sonhos sempre foram um mistério, mesmo tendo várias teorias para tentar explicá-los. O efeito que nos ocorre durante o sono foi fonte de estudo para inúmeros cientistas e consequência empírica de crenças no decorrer dos anos, evoluindo com o o ambiente e a cultura de cada povo. Sabemos que nossas memórias influenciam nossos sonhos enquanto dormimos, mas, será que o contrário acontece? De acordo com o livro O Pintor de Memórias , os sonhos podem, de fato, influenciar as lembranças que sequer tivemos em vida, proporcionando-nos diversos conhecimentos escondidos no subcontinente; em outras palavras, memórias de vidas passadas. "Entre o começo e o fim, esta vida é apenas um momento." Embora a obra aborde o  delicado tema da reencarnação, em nenhum momento faz menção à doutrina espirita, sendo extremamente flexível ao aludir os assuntos religiosos. Por esse motivo, a premissa foi extremamente acolhedora, fazendo com que a autora conseguisse passar a mensagem do exemplar ...

A Revolta da Cachaça, de Antonio Callado

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Imagine-se em casa, numa manhã tranquila, quando, de repente, chega uma entrega inusitada, sem nenhum bilhete, remetente ou endereço: um tonel cheio de cachaça. O objeto geraria surpresa e perplexidade; você se questionaria desconfiado? Foi exatamente essa a reação de Vito e Dadinha quando bateram na sua porta àquela manhã. A peça de teatro escrita por Antonio Callado, em 1958, trata de um tema delicado, ainda mais para a metade do século XX, onde as diferenças sociais e raciais eram muito grandes. Mas, como defensor do socialismo e da igualdade entre pessoas, Callado conseguiu fazer com que nós refletíssemos sobre uma época de sofrimento e dor, meados de 1660. "Ao que tudo indica, ainda mais lento é o ritmo das mudanças numa sociedade como a brasileira. O vaivém como método: crítica corrosiva de estruturas que se perpetuam." Pode parecer meio confuso o tratamento das datas, afinal, estamos falando de um "metateatro" — um teatro dentro do teatro. Vi...

Eu Fui Amelia Earhart, de Jane Mendelsohn

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Amelia Earhart foi a mais famosa aviadora de sua época; a primeira mulher que atravessou o atlântico sozinha a bordo de um bimotor. Em 1937, quando tentou dar a volta ao mundo na companhia de seu navegador, Fred Noonan, sua aeronave desapareceu dos radares perto da costa de Nova Guiné, e nunca mais foi vista. "O céu é uma carnalidade." Como seu corpo não foi encontrado, em 1998, Jane Mendelsohn aproveitou-se desse desconhecido fim para publicar seu primeiro romance ficcional: Eu Fui Amelia Earhart. Utilizando o diário de Amélia para narrar os fatos, a autora dedica a maior parte da trama aos acontecimentos ocorridos depois do acidente, numa ilha deserta no meio do oceano pacífico. Lá, a aviadora desfruta da liberdade que tanto almejava em vida. A obra não foca no espirito aventureiro que Amelia Earhart possuía nem nas suas grandes experiências de vida. Esperei grandes emoções com a descrição de suas atitudes e personalidade aventureira, no entanto, o livro...

O Sobradinho dos Pardais, de Herberto Sales

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Como é bom quando encontramos um livro capaz de despertar em nós sentimentos há muito esquecidos. Isso aconteceu comigo quando li O Sobradinho dos Pardais, de Herberto Sales. À medida em que vamos crescendo, vamos, também, esquecendo de coisas que não nos interessa mais e, consequentemente, novos valores são adquiridos. Mas, basta um toque de simplicidade naquilo que é presente para percebermos que não precisamos de muito para sermos felizes. O Sobradinho dos Pardais despertou em mim algo que eu não sabia que tinha: a capacidade de ser feliz com pouco e, acima de tudo, de continuar feliz caso perca o pouco que tenho, pois não existe nada mais valioso do que a vida e o amor ao próximo. O livro conta a história de Dona Pardoca e Sr. Pardal, um casal de pardais que vive na mata. Dona Pardoca via a amiga, Joaninha de Barro, e se perguntava o porquê de não ter uma casa para morar como a comadre. Convencendo o marido, o casal se muda para a cidade tentando encontrar um beiral par...

Thomas Merton e o Monge do Deserto

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Nascido na França em 1915, Thomas Louis Merton, um homem de sabedoria monástica captou a imaginação do século XX, da mesma forma que os monges ancestrais do deserto fizeram no século IV. Voltou à casa da família materna nos Estados Unidos para escapar da Primeira Guerra Mundial. Após a morte da mãe, frequentou a escola e a universidade na Inglaterra, retornando aos Estados Unidos, em 1935, para frequentar a Universidade de Columbia. Merton vinha de uma família protestante sem fervor religioso. Mas, em 1938, ele vivenciou uma profunda conversão ao Catolicismo. No ano em que os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial - 1941 -, ele ingressou no mosteiro de Getsêmani, no Kentucky, onde viveu o resto da vida. Em meio a uma jornada ao Extremo Oriente, em 1968, Merton faleceu. Chamado de "Lama Americano" pelo próprio Dalai Lama, elogio que é, talvez, o equivalente moderno a ser reconhecido como um monge do deserto da nossa era. Em 1948, ele publicou "Semente...

Os Dois Hóspedes de Humberto de Campos

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Entre os muitos hotéis da cidade, aquele era o mais aristocrático. Situado em um dos pontos mais altos, era ali que se hospedavam os viajantes mais ricos e respeitáveis, alguns dos quais acabavam fixando residência no edifício. A Bondade, a Ternura, o Ódio, a Saudade, moravam nele. Jovem e sadia, a Alegria ocupava uma torre esguia e clara que o Sol fazia faixar, logo que amanhecia. A Tristeza, sempre vestida de negro, vivia num quarto sem luz, que apenas os morcegos visitavam. A Hipocrisia habitava um subterrâneo, e a Mentira, um compartimento estreito, cercado de portas falsas, que lhe facilitavam a fuga à simples aproximação da Verdade. Era nesse edifício que morava, chamando a atenção de todos, um cavalheiro que, às vezes, se mostrava doce, polido, gentil, tolerante, e outras, irritado, hostil, intransigente, e, não raro, malcriado. Era vizinho do Ciúme e, sob o menor pretexto, alternava com ele, que era, em geral, secundado pela Dúvida, cujos aposentos ficavam juntos e tinha...

O Mundo das Ilusões.

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Uma jovem - a quem daremos o nome de Maria - caminhava a passos largos, muito feliz da vida, levando à cabeça um jarro com leite. Ia despreocupada, pensando chegar sem nenhum contratempo à cidade. Para que mais depressa pudesse caminhar tinha até tomado a precaução de calçar leves sandálias e vestir vestido simples e caseiro. Aproveitando-se do sítio em que se encontrava, dava largas à imaginação, pensando o que faria com o dinheiro apurado com a venda do leite que levava. "O melhor mesmo - pensava ela - é transformar todo o dinheiro em ovos, na granja vizinha, e daí seria um pulinho até que tivesse no terreiro muitos pintinhos. Será muito fácil criá-los, já que disponho de grande espaço em torno de minha casa - falava ela para si mesma. Por mais voraz que seja a raposa, não conseguirá destruir toda minha criação e ainda me sobrarão muitos frangos para levar à feira. Vando-os e, com o dinheiro ganho, posso muito bem comprar um leitãozinho, já bem crescido. Deixo-o ficar por...

Idealizar um sonho.

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Todos os dias recebo uma dose de experiências sentimentais idealizadas naquilo que quero ser, da mesma forma que reflito meus pensamentos para o que realmente sou, diferenciado pelo que já fui.  Sonhei pensando e por alguns instantes fiquei feliz, mas apenas pensei. Pensei em ser, não fui. O caminho que diferencia esses dois pontos é vasto, não basta apenas formar um processo mental, é preciso idealizar, diferenciar e agir.  Cada ser tem suas escolhas e objetivos a serem concretizados, independente de seus sentimentos, são verdadeiros sonhos. Sonhos que viajam nos pensamentos esperando serem escolhidos e materializados. A escolha do caminho é individual, do sonho é opcional, já da força que o alimenta é essencial. Quem escolhe sonhar, escolhe a expressão de um momento e a determinação de uma vida.

Silencioso Sucesso

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Temos um silencioso sucesso reservado pela vida em meio ao exaustivo presente. Como uma vasta floresta, a mente o esconde e o mistura junto aos ventos do pensamento. Misterioso lugar, onde o tempo é infinito, fazendo a diferença no que por destino seria semelhante. Ainda que sejamos inundados por dúvidas e origens desconhecidas, o sucesso permanecerá na floresta como meta. Basta termos a determinação para sermos flexíveis com a compreensão da escolha e do desejo, que seremos expostos à sua fonte. Conquistas que quando lembradas, refletirão as batalhas, servindo de motivação à caminhada. Assim, a floresta se tornará mais clara, o dia e a noite se encontrarão, e à nossa frente o futuro promissor que um dia almejamos.

Motive-se com a Vida

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Podemos fazer certas atividades mentais que estimulam os esforços  para conquistar algo do qual nos orgulhamos. O nome disso é motivação. Seu processo de aprendizagem é contínuo e requer determinação, uma vez que também é flexível, abrangendo métodos variados. Se construirmos um conhecimento que nos ajude a cuidar dos pontos para que atinjamos nossos objetivos, criaremos expectativas positivas, servindo de alimento à motivação. Ouvir o canto dos pássaros, observar o verde das folhas e sentir o calor do sol  se tornará fonte de felicidade para os que dominarem esse conhecimento. Basta uma introspecção, que nada mais é do que um olhar para dentro, para encontrar as respostas e usá-las como metas a fim de alcançar os sonhos que buscamos.

O Poder do Tempo

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Como areia, o tempo escorre pelas mãos e deixa ser levado pelo vento, transformando todas as coisas, fluindo e criando. Nem as pedras na totalidade de sua rigidez são estáveis a ele. Parece não vir quando espero, mas me abraça quando desespero, trazendo sempre o sol para me inspirar de manhã. Talvez nunca tenha percebido sua preciosidade, bastava um instante para mudar a consciência de seus valores. Instável para nossa compreensão, a qual sempre gera a tendenciosidade da percepção tardia, que nada mais é do que saber tudo o que houve depois de ter havido. Exercício de poder em meio aos sonhos. Tempo de viver e de crescer, confiou em mim a tarefa de usá-lo como quiser. Oportunidade única de ser ou não ser.

Por que sustentar ideias se elas podem voar?

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Ainda não sei como construir pilares para sustentar algumas ideias, tampouco exercê-las de fato. Pensava que o segredo era organizar palavras numa folha em branco, mas acabei organizando folhas em branco numa única palavra, cujo significado refere-se à força produtiva. Com o intuito de erguer teorias relacionadas ao otimismo e abrir janelas que dessem acesso à luz do sol, pude criar esperança dentro de mim, acreditando sempre nas ideias. Perturbadoras ideias junto a uma pobre filosofia que acabou gerando uma certa pena aos olhos dos intelectuais. Tal pena que pude usar como fonte de criatividade, e exercer o papel criacionista do ser pensante. Depois pude descansar sobre a grama verde e observas as aves voando.  Hoje acredito que assim como as aves sendo auxiliadas por suas asas ao voo, também posso fazer minhas ideias voarem, não precisando mais de pilares para sustentar suas funções.

Sábia Inspiradora Noite

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A noite traz consigo ondas de reflexões, pensamentos e sentimentos. Algo vindo do nosso interior em harmonia com a natureza, lembrando tudo o que foi dito ou feito como relâmpagos, podendo clarear, mas também machucar. Compreensão do que houve, dúvidas de quem ouve, sabedoria para os que sonham. Pode trazer também solidão e cansaço, refletidos no dia que passou, quando valores foram trocados e a missão natural da vida foi alterada diante de conceitos forçados. Noite para a alma que descansa em pensamentos. Momento do passado e do futuro, onde as flores não param de brotar, as árvores não deixam de dar frutos e os animais vivem em plena paz.   Sábia inspiradora, a noite nos faz dormir e exerce sua função, para depois nos dar a chance de viver aquele dia que a esperança criou dentro de nossos espíritos.

A Vida e o Vento

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A vida passa como o vento, não volta, apenas se renova. Através de folhas verdes ou secas, sempre dá um sinal de presença. Plantando oportunidades, colhendo resultados. Podendo observar as estrelas à noite, inspirando-se para seguir em frente.   Junto a vida, o vento, que traz lembranças e deixa saudades. Talvez possa abrir caminhos para outros, ou passar por aqueles que já foram abertos. Mas sempre adaptando-se, afinal, jamais retornará.

É possível realizar um sonho com a observação.

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Certa vez me disseram que tanto os sonhadores quanto os observadores são os que mais sofrem. Porém, se não soubermos separar ideias, a nossa vida por inteiro se transforma em sofrimento. Sou sonhador e observador, e posso afirmar com convicção, que o sofrimento está naquele que vive em conflito com a própria mente. Muito além do meio físico, existe o meio espiritual, onde é formada nossa personalidade. A mente, por sua vez, transporta influência externa entre esses dois meios, cabe-nos escolher se será boa ou ruim. Por isso, usar a observação como meio de amenizar o sofrimento é a melhorar escolha.  Por fim, quando conseguimos, surgem-se os sonhos, fazendo papel de desafios a serem alcançados, ajudando-nos a treinar o que foi aprendido e nos dando a chance de viver em comunhão entre corpo e espírito.

Mudanças ao Vento

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O tempo me fez grande, com a vontade de mudança e a ansiedade de evolução. Trouxe-me um furacão de pensamentos, refletindo um passado, parado e pesado. Um frio me cercou, junto à solidão de atos que não se concretizaram no pesado, parado, passado. Como pedras à noite, não houve o que ser feito. O sono não me deixou agir, a vida não me deixou parar para analisar. Adormeci com o vento na colina e pude ter paz. Ao acordar, o sol brilhava e me mostrava o caminho, mesmo diferente, era lindo, novo e sem pedras. Pude ver a felicidade dançando à minha frente, segurei em suas mãos e voei rumo ao sol.  A vida me mostrou o horizonte infinito e me apresentou aos pássaros.  Hoje não levo pedras, mas lembranças. Lembranças que evoluíram na grandiosidade das mudanças.