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Exemplares Acadêmicos - Segundo Semestre de 2017

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Conforme havia mencionado anteriormente nas redes sociais, segue a apresentação dos quatro exemplares acadêmicos no âmbito das relações internacionais que estou lendo neste segundo semestre de 2017. Todos eles com o intuito de auxiliarem os meus estudos nessa fase de finalização do curso, além de aumentarem, significativamente, o meu entendimento sobre temas atuais do direito, organizações e agenda internacional. Não deixe de conferir:  Relações Internacionais na Idade Moderna, Um Panorama Histórico De Ana Paula Lopes Ferreira e Leonardo Mercher O estudo das Relações Internacionais nesta obra apresenta desde a configuração do Estado moderno até o início da expansão marítima e territorial das nações europeias e suas relações mercantilistas com outros povos. Além disso, são discutidas as repercussões do liberalismo, da Primeira Revolução Industrial e da Revolução Francesa no cenário internacional e a ordem de exploração das grandes potências internacionais. Ter clareza ...

As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis

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Clássico da literatura portuguesa, editado e publicado como livro em 1867 por Júlio Dinis, tido como um verdadeiro sucesso da época justamente por direcionar-se à classe popular e não restringir-se à elite acadêmica. Nesse período da segunda metade do século XIX, Portugal vivia anos de ouro para sua literatura, com nomes memoráveis tais como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz. Mesmo tendo esse rico acervo à disposição, as atenções dos ávidos leitores voltavam-se a uma obra em especial de um autor que se lançava no meio literário fazendo uso de um pseudônimo. O exemplar foi chamado por Herculano de primeiro romance português do século, enquanto Camilo vislumbrava o nascimento de uma nova geração. De fato, Joaquim Guilherme Gomes Coelho, mais conhecido como Júlio Dinis, entrou para a história como escritor, não usando a arte como uma arma, mas como algo sutil e sensível, condizente com a pena tida como o mais clássico instrumento de trabalho ...

À Primeira Luz da Manhã, de Virginia Baily

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Primeiro livro de Virginia Baily que tive a oportunidade de ler, e seguindo a premissa da sentença de que a primeira impressão é sempre a que fica, a autora conquistou um lugar na minha estante. Com a capacidade ímpar de conduzir o leitor pelos cenários construídos na obra, há um profundo mergulho na Itália dos anos de 1940 até 1970, discorrendo a narrativa cativante pelos panoramas históricos e ficcionais — mescla que só grandes autores conseguem fazer com maestria  — e coordenando os ditosos que viajam por entre as páginas do livro em um contexto sentimental entre tempos de guerra junto a passagens afetuosas que trazem o novo para um tema já tão explorado. De fato, essas características refletem o talento de Baily em reinventar aquilo que já foi esmiuçado por outros autores. Sua difusão de ideias brilhantes proporcionam uma gama de surpresas e acontecimentos sobressaltados capazes de prender não só os ávidos leitores, mas, também, aqueles que não leem com tanta frequê...

Travessia, de Leticia Wierzchowski

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Enfim, o último exemplar da trilogia A Casa das Sete Mulheres, que durou 16 anos para ser concluída. Com a maestria de Leticia Wierzchowski em conduzir romances históricos, Travessia fecha a saga com chave de ouro, formando uma das obras que mais enriquece o acervo nacional. Sua habilidade na escrita é refletida em emoções e sentimentos enquanto vamos virando as páginas de sua obra. Se no primeiro volume o enredo era focado na Estância da Barra, sob o olhar das sete mulheres  que passaram anos enclausuradas, e no segundo os cenário se abrangem e abrem espaço para novas premissas além da Guerra dos Farrapos, adentrando também à Guerra do Paraguai, com grande número dos mesmos personagens, o terceiro, por sua vez, focaliza o romance entre Anita e Giuseppe Garibaldi. Estes que são conectados pelo apreço imensurável à liberdade transmitida em suas nuance, fonte da sensação de autonomia e independência aos leitores ávidos por aventura e historicidade. O contraste entre a...

Book Haul de Agosto de 2017

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Estas são as cinco obras que constituíram as leituras do mês de agosto de 2017. Durante esse período, houve um emaranhado de emoções por entre suas respectivas páginas; seja por um romance histórico nacional ou uma sátira; reflexão filosófica ou fantasia; mistérios em cenários singulares ou fábulas. Tudo isso entrou como experiência literária nesse curto período de trinta dias; e para recapitular cada um desses títulos com suas sinopses e capas, seguem abaixo os links que direcionam para suas resenhas e análises. Não deixe de conferir:  Um Farol no Pampa, de Leticia Wierzchowski Em "Um Farol no Pampa", segundo livro da saga de Leticia Wierzchowski, acompanhamos o destino de um jovem chamado Matias na esteira dos assombrosos acontecimentos que levam o Império do Brasil à Guerra do Paraguai. A história de Matias se mescla com a vida das personagens femininas de "A Casa das Sete Mulheres" e, mais uma vez, Manuela dá a sua voz para nos contar o que foi f...

Notas Sobre Ela, de Zack Magiezi

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Obra sem pontos finais que dá oportunidade aos aventureiros poéticos entrarem num contexto ininterrupto de experiências vividas ao longo dos anos de uma mulher. Cada verso reflete suas ações, seus anseios e seus temores, abraçando de forma livre a vivência feminina, como um salto no abismo de complexidade transmitida de forma simples pelo autor, que mantém a perspicácia mesmo não fazendo uso de rodeios em suas reflexões. Algo como uma análise artística e sentimentalista; notas de lembranças nostálgicas e um diário perdido na estante do tempo. Zack Magiezi, que possui grande abrangência de público nas redes sociais devido aos trechos de poemas publicados, utilizou do mesmo estilo para escrever o seu livro. E nessa pegada menos elitista usando palavras mais simplórias, conquistou o leitor com a contradição de um bom poeta: simplicidade nas construção dos versos junto à complexidade dos sentimentos intrincados. Tal popularidade não lhe foi atribuída de qualquer forma, pois, ao ...

Nunca Houve Tanto Fim Como Agora, de Evandro A. Ferreira

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Ao contrário de outras críticas sociais que apresentam sua temática de forma massante e trivial em meio à narrativa, a obra de Evandro Affonso Ferreira nos surpreende com seu enredo de palavras bem colocadas, retratando o tema proposto pelo esboço do jogo de particularidades e características singulares assinadas pelo autor. E digo isso pois o mesmo reflete sua vasta experiência literária nos parágrafos curtos que fazem uso apenas do necessário, ou seja, o essencial para despertar no leitor aquilo que o escritor almeja: a mensagem que faz pensar em algo de forma inovadora, deixando o lado sistemático para ir ao encontro do emocional. Nunca Houve Tanto Fim Como Agora , além de tudo, apresenta uma profunda reflexão filosófica do ponto de vista do narrador, que é em primeira pessoa, mostrando e indicando os fatos que fazem do mesmo um ser pensante em meio aos problemas que enfrenta. E sobre esses problemas, já pelo título é possível ter uma vaga noção do que se trata, uma vez qu...