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Mostrando postagens com o rótulo Escrita

Drummond me deu a "Conclusão"

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Cheguei num ponto da vida onde leio Drummond do lado de fora da Sala Minas Gerais, com todas as luzes vermelhas compondo a orquestra de cores da minha imaginação. Sabe-se lá como vim parar aqui. Diante de toda poesia que isso representa, recordo-me do Pena Pensante e no que ele se transformou ao longo dos anos. Na verdade, o correto seria: no que ele me transformou. De certo, em amante. Amante das palavras que muitas vezes intitulei desorientadas por não fazerem sentido quando lidas com a razão. Somente após abrir as portas da alma foi possível guiá-las por um rumo mais "orientado". Até elas se perderem, de novo. Mas vamos com calma. O Pena Pensante começou como um diário de ideias, projetos, sonhos e inspirações. Somente depois ele se transformou em um site literário um tanto quanto — ou nem tanto — reconhecido. Parcerias editoriais vieram e ele se viu no auge de sua essência. "Viva a literatura!", bravejava em suas páginas indiretamente. Tiveram contos, fábulas e ...

A Caixa Formadora de Palavras

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Às vezes abro a caixa formadora de palavras na esperança de encontrar um caminho. Eles, por sua vez, se misturam em meandros literários e, partindo da imaginação plantada no interior da pequena e frágil caixinha, começam a imprimir sílabas de uma história desorganizada. Sabe qual é o papel do escritor? Pegar cada uma dessas sílabas e encontrar o dito caminho certeiro por conta própria. Só ele é capaz de decodificar o segredo da caixa. Pois a mesma se mostrar em diferentes fases, como uma lua, invisível aos olhos, capaz de concretiza as estações da alma. Ter uma caixa dessas é viver esperando pela história perfeita. E ter consciência de que ela não existe. Afinal, no engendro de significados interpretativos não existe uma palavra solitária. Ela se junta às demais para conduzir o leitor em meio aos múltiplos universos criados a partir da sensibilidade do artista. Se voltarmos à alma iluminada pela lua, veremos que as fases são regadas por sentimentos diversos. E estes não são domesticado...

A Experiência de Escrever Sobre Lugares

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Um lugar é capaz de nos envolver em contrastes de diferentes significados. Seja pelo clima da região; pelas pessoas que lá habitam; pelo meio ambiente ao redor: em florestas, montanhas, oceanos, desertos e qualquer outro pertencente ao nosso grande planeta. Tem também a personalidade, algo importante a ser mencionado, que está dentro do âmbito pessoal do lugar em questão. Este mesmo traz sua personalidade de acordo com a tradição, a cultura e a história. Algo lapidado com o passar do tempo que não se desvenda ao primeiro olhar; é preciso ir além, e semear a sensibilidade para poder enxergar o que há escondido nas entrelinhas. Suponhamos que os lugares se dão como textos. O maior tesouro a ser descoberto é o estilo de escrita do autor, bem como aquilo que ele quis dizer com suas palavras. No caso dos lugares, o autor são seus nativos. Os que lá nasceram e nutriram raízes na terra que delineia o horizonte. Pois bem; nem sempre o que é verbalizado transmite a verdadeira essência. Os lugar...

Sobre os Escritores, de Elias Canetti

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Saber o que se passa na mente de um escritor é como tentar solucionar uma incógnita no escuro. Dar luz a este espaço requer uma empática habilidade fora do comum e uma sensibilidade tão significativa quanto às páginas de uma velho exemplar. Escrever sobre escritores não é apenas organizar fatos que englobam a vida daqueles que sintetizam a arte aos recônditos sentimentos da alma, mas sim mostrar-se como tal ao representar uma visão ímpar das experiências vividas e relatadas pelas palavras.  Elias Canetti, vencedor do Prêmio Nobel de literatura no ano de 1981, pôde escrever ao longo de sua vida textos e aforismos que dizem respeito aos escritores e poetas. Tal seleção foi publicada com um título que chama atenção de qualquer um interessado nas nuances literárias e sua consagração poética. "Sobre os Escritores" traz a oportunidade de adentrarmos na gênese artística das expressões corridas; eternizadas pela tinta que marca a imaginação de cada leitor.  O liv...

A História da Tinta de Escrever

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Por ser algo fundamental que serviu para propagar a escrita no decorrer das eras e, consequentemente, a literatura, é muito bom sabermos como se deu a evolução da tinta que marca o papel, possibilitando a nossa entrada no fantástico universo dos livros. Pelo nome da tinta de escrever (em grego, énkaiston ), indicam-se os preparados que servem para escrever, para a imprensa e para vários fins industriais. As primeiríssimas tintas, naturalmente para escrever, foram idealizadas e compostas desde a mais remota antiguidade. Realmente, é ao chinês Tien-Chu, que viveu ao tempo do império de Huan Ti (terceiro milênio a.C.), que se atribui a invenção da chamada tinta da China.  Todas as primeiras referências sobre tal invenção falam do Velho Continente mas, de outro lado, também é digna de credito a documentação de Filon de Bizâncio (século II a.C.), que nos descreve uma tinta "simpática", precursora da tinta ferro-gálica, ainda em uso. Plínio refere-nos que os Romanos usavam...

Fábulas para o Mundo

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Este texto foi publicado originalmente no site 500 Palavras,  para acessá-lo clique aqui . Referências em www.500palavras.com Analisando o conceito de moral, percebemos que se trata de um conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Ou seja, responsáveis por nortear ações, julgando-as entre o certo e o errado. Todavia, esse significado alterou-se com o tempo, já que sua etimologia veio da tradução feita pelos romanos da palavra grega êthica , cuja definição nos dias atuais se dá num conjunto de comportamentos humanos que engloba as regras morais. Portanto, dois significados diferentes desenvolvidos no decorrer do tempo; só que eis a pergunta: como Esopo sabia disso no século VII a.C.? Questão pertinente se analisarmos a obra do autor. Esopo foi o maior fabulista de todos os tempos; aquele que inseriu o caráter moral alegórico — que transmite um ou mais sentidos além do literal — cujos papeis eram desenvolvidos por animais que sempr...

Segredos da Escrita Antiga

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É sabido que a escrita começou na Mesopotâmia cuja maior parte é, hoje, ocupada pelo Iraque. Na época, tinha como intuito registrar transações comerciais; começando pelo desenho dos objetivos e passando para símbolos que representavam ideias em seguida. Por volta de 3.500 a.C., os sons da fala começaram a ser escritos com estilete em pequenas tábuas de barro, sendo conhecida atualmente como escrita cuneiforme, ganhando o Velho Mundo. Só em 1.000 a.C. os fenícios inventaram o alfabeto, mesmo já existindo a escrita independente em outras partes do mundo. Na China, os primeiros registros foram feitos em ossos, que marcavam ações militares e feitos de imperadores. Já na América Central os maias usavam hieróglifos a fim de usarem para a astronomia e as dinastias. É válido ressaltar que nas sociedades antigas, o conhecimento da escrita era restringido às elites, por ser considerado como fonte de sabedoria e poder. A seguir abordarei alguns conceitos interessantes e úteis para que ha...

Redação Científica Moderna, de Pedro Reiz

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Quando adquirimos um exemplar acadêmico ou científico, já sabemos que sua função será de transmitir conhecimentos de um modo controlado e lógico. Com o livro de Pedro Reiz não foi diferente, sua obra tem por finalidade auxiliar os estudos daqueles que se envolvem com o tema proposto: Redação Científica Moderna; contribuindo com os que se ocupam de tal pesquisa.  O diferencial do livro é o fato de não ser pretensiosamente exaustivo, seu dinamismo ajuda na conciliação de inspiração e observação vigilante, não perdendo de vista a ordem normativa, segundo palavras do autor. As características que distingue um texto científico do literário são muitas — abordadas no exemplar —, pois, falando em pontos acadêmicos, devemos ter em mente que metáforas, excesso de adjetivos, inversões, trocadilhos, uso de gírias e jargões não fazem parte desse meio. Então, tiramos a conclusão de que na redação científica predomina a informação e o conhecimento, enquanto na literária, o sentimento e a ...

Parceria com Editora Hyria e Unboxing do 1º Exemplar

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É com imensa alegria que firmo mais uma parceria para o Blog Pena Pensante, dessa vez com a Editora Hyria , uma organização inovadora e movida pela paixão por diferentes textos. É certo que compartilhamos dos mesmos interesses e temos como objetivo levar a literatura para mais pessoas, por isso, é uma honra  tê-la como parceira Seu diferencial está na extensão acadêmica que possui.  A Hyria Acadêmica é um selo da Hyria destinado à publicação de pesquisas científicas, textos técnicos e materiais didáticos da academia. Tem como propósito oferecer aos docentes e pesquisadores publicações de alta qualidade, que valorizam as habilidades e conhecimentos adquiridos durantes os anos de dedicação à assistência, docência e pesquisa. Além do selo acadêmico, a editora também tem em seu catálogo obras infanto-juvenis e diversas outras que agregam valores a fim de desenvolver a consciência do leitor. Desse modo, como primeiro unboxing , é interessante falar sobre um exemplar ...

O Enxadrista, de Christian Pissini

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Tão clássico é o xadrez que se popularizou por quase todo o globo ao longo de milênios, responsável por inspirar inúmeras obras literárias com partidas marcantes que sempre envolvem grandes conquistas. Entretanto, apesar da forte cultura do jogo de reis e rainhas, o modernismo literário deixou esse aspecto de lado, migrando seus enredos para outras áreas.  O Enxadrista me chamou atenção por abordar esse tema há muito esquecido, que, apesar do tempo, não perdeu o brilhantismo e a emoção de uma jogada. Obviamente não se trata de uma obra técnica, tampouco aborda o xadrez por si só. Em meio páginas desse pequeno exemplar, nos é dada a oportunidade de conhecer a vida de Charles Parker, uma pessoa normal que passa por momentos de ascensão e declínio. O diferencial do livro é que sua vida é guiada por uma partida de xadrez. Exatamente isso! Como as Parcas da mitologia grega, que são responsáveis por cortar o fio da vida de um ser humano, levando-o à morte, os dois personagens...

Dez Dicas Para Ser Um Bom Leitor e Escritor

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O livro Não Erre Mais , citado no Book Haul de Maio , apresenta uma série de dicas para nos tornarmos bons leitores e, até mesmo, bons autores. É certo que a leitura está muito mais presente em nossas vidas do que a escrita. Escrevem aqueles que, por contingências profissionais, veem-se obrigados a fazê-lo, entretanto, todos os letrados, supostamente, leem. Aquela famosa frase "quem não lê, mal fala e mal escreve" faz todo sentido se pensarmos por esse ângulo. Diz respeito àqueles que não possuem o habito da leitura, e não ao fato de a pessoa ter aprendido a ler. Em síntese, separei algumas dicas, presentes no livro, para ajudar nesse processo de leitura e escrita. Obviamente, somente essa publicação não fará de ninguém um mestre no assunto, é preciso que se aprofunde mais a fim de atingir o sucesso almejado. Não há bônus sem ônus!  Ser um bom leitor implica em:  — Identificar e selecionar elementos relevante no texto. — Organizar as ideias em relação à leitura...