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Mostrando postagens com o rótulo Lenda

Darkmouth: Os Caçadores de Lendas, de Shane Hegarty

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Famosos são os contos irlandeses cujas premissas nos envolvem de magia e aventura. Há muito esse povo encanta com suas histórias; algo transpassado pelos longos anos de transformação da sociedade que surge no universo céltico e se desenvolve com as mudanças inerentes ao tempo. E apesar do exemplar tratar a fantasia num contexto moderno e contemporâneo, ultrapassando suas fronteiras culturais e adentrando em um oceano imaginário mais amplo, o autor não perde a desenvoltura da obra, tornando a mesma uma escolha perfeita para aqueles que gostam de viajar na inventividade surreal. Hegarty criou um mundo de monstros e junto a ele, uma trama heroica com suas particularidades. Darkmouth, então, é a pequena e pitoresca cidade onde Finn, o protagonista, vive. Com seus doze anos, o menino precisa assumir um ofício nada convencional às crianças da sua idade: o de caçador de lendas. Contudo, é importante destacar que o termo "lendas" refere-se aos monstros, e não as suas hist...

Por que os rios correm?

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Um conto que ilustra os rios e riachos como personagens principais a fim de explicar o porquê de suas correntezas, nos ensina, em um meio fantasioso, a responsabilidade e as consequências quando se firma um acordo. Mesmo de forma lúdica, a fábula direcionada para o público infantil nos passa uma mensagem bonita e reflexiva, capaz de nos fazer entender a gravidade da quebra de uma aliança. Na história, o rei confia aos rios a vida do príncipe e da princesa, para que ambos sintam-se seguros ao brincar fora do palácio. Os poderosos espíritos, orgulhosos da tarefa, aceitam-a sem pestanejar, mas as coisas não acontecem como planejado. Por um descuido, uma tragédia se concretiza e todos aqueles que participaram do feito tiveram que pagar um altíssimo preço. Você pode conferir o final dessa fábula assistindo ao vídeo abaixo. O Pena Pensante já publicou uma pequena crônica com o intuito de mostrar os ensinamentos que se pode adquirir com o movimento das águas cristalinas dos rios ...

O Lago dos Espíritos e o Murmúrio dos Álamos

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Os índios contribuíram muito para a formação cultural e histórica de vários países do mundo, afinal, eram eles que estavam presentes antes dos colonizadores. A forma de se comunicar que utilizavam, de preparar o alimento e de aprender as lições com a natureza, muito se perdeu. Todavia,  o trabalho de alguns escritores, historiadores e antropólogos é, de fato, preservar essa cultura que está prestes a ser extinta. Um dos aspectos mais interessantes, ao meu ver, são as lendas e mitos, pois, praticamente todas, passam uma mensagem especial, fazendo com que o leitor tenha um momento de reflexão sobre o que aconteceu. Existe uma publicação chamada O Segredo de Cura dos Índios   que nos mostra como a tribo de determinada aldeia aprendeu a arte da cura, apenas com recursos naturais extraídos da mata. Obviamente, trata-se e uma lenda que vale muito a pena ler pois transmite ensinamentos possíveis de se usar no dia a dia. Com a história de  O Lago dos Espíritos e o Murmúr...

O Sacerdote do Himalaia

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A cultura oriental tem muita sabedoria para nos oferecer, graças aos longos anos, perdidos no tempo, ricos em histórias e costumes. Muito já foi abordado no blog sobre o tema, como a história de Woo Sing e o Espelho , que nos dá a oportunidade de refletir sobre nossa verdadeira imagem. Também há um artigo falando sobre a geomancia chinesa e sua importância para os amantes da arte que tem como objetivo principal, a seguinte pergunta: Como harmonizar o céu e a terra? De fato, além do conto e do artigo, tive a honra de escrever sobre a obra de Helena Blavatsky que, no século XIX, passou uma temporada com os monges tibetanos a fim de descobrir os segredos de sua cultura e meditação para chegar ao estado de sintonia entre corpo e alma, estado de perfeita paz. O livro que foi intitulado em português como A Voz do Silêncio  teve sua tradução por Fernando Pessoa. Foi pensando em toda essa diversidade cultural que separei uma lenda indiana — uma fábula na versão escrita por France...

O Portador do Fogo

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Famosos são os gregos por suas lendas e mitos com inúmeros personagens marcantes explicando as origens de todo o universo. Há muito abordo esse assunto em meio às publicações, visando agregar os valores de uma cultura que tanto influenciou a humanidade. Você pode se aprofundar lendo um artigo publicado no Pena Pensante chamado  Constelação dos Deuses , cuja finalidade é introduzir o leitor nesse mundo de aventura e mistério. Com o fogo não seria diferente; a mitologia grega introduziu o elemento à terra graças ao gigante Prometeu, portador de uma história que nos passa uma mensagem de bravura. A versão que escolhi para contar foi retirada de O Livro das Virtudes, volume II, adaptada das versões de Fanny E. Coe e Flora Cooke da peça de Esquilo. O vídeo narrado por mim deixa claro o quão grande foi a coragem do personagem da mitologia grega, Prometeu, ao enfrentar o poderoso Zeus e ensinar o dom do fogo aos seres humanos. O Livro das Virtudes , volume I, já foi resenhado ...

Lendas e Histórias Além das Ruínas do Grande Zimbábue

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Durante muitos séculos os exploradores árabes e europeus sonharam com as fabulosas minas de Ofir, de onde o rei Salomão retirara os seus tesouros. A lenda do Preste João, o grande rei cristão cujos domínios englobavam o território onde se implantavam as referidas minas, era já do conhecimento dos exploradores portugueses do século XVI, que julgavam que Ofir se situaria no sul do continente africano. Em 1502, um árabe contou a um comerciante português que Sofala — hoje um porto de Moçambique — era Ofir. Em 1552, o historiador português João de Barros escreveu a obra Da Asia , no qual descrevia a fortaleza de pedra de Sofala "no centro da zona de minas".  Esta fortaleza possuía uma inscrição indecifrável por cima da porta. Construída de pedra sem argamassa, a fortaleza era designada pelos habitantes locais como Symbaoe, um nome próximo do atual Zimbábue. Barros acreditava que as construções eram muito antigas, uma vez que nem os árabes nem os africanos eram capazes de le...

O Legendário Guilherme Tell

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A história do legendário herói Guilherme Tell, escrita por James Baldwin, data do início do século XIV, durante a luta do povo suíço pela independência da dominação austríaca. O povo suíço não era livre como é hoje. Há muitos anos, um tirano arrogante e prepotente, chamado Gessler, atormentava suas vidas. Um dia, esse tirano pôs um poste no meio da praça pública, colocou seu chapéu no alto e ordenou que todas as pessoas que chegassem à cidade se curvassem diante do chapéu. Mas um homem chamado Guilherme Tell re recusou. Parou de braços cruzados em frente ao poste e deu uma gargalhada ao ver o chapéu pendurado. Ele não se curvaria nem mesmo para o próprio Gessler. Ao saber disso, Gessler ficou furioso. Temia que seguissem o exemplo de desobediência  e logo todo o povo poderia se rebelar contra ele. Resolveu, então, punir aquele atrevido. A casa de Guilherme Tell ficava na montanha e ele era excelente caçador. Ninguém manejava o arco e a flecha tão bem quanto ele. Sabend...

Peiwoh e a Harpa de Lung

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Muito aflito, o imperador da China andava em círculos pelo palácio. Peiwoh tardava a chegar. Talvez nem soubesse que era esperado com tanta ansiedade. Todos os outros músicos do reino haviam fracassado. Só conseguiram extrair da harpa de Lung notas ásperas e desafinadas. Ninguém pudera arrancar uma única melodia de suas cordas. Essa harpa tinha sido uma esplêndida árvore. Na floresta de Lung, ela sabia levantar a cabeça para conversar com as estrelas. Suas raízes penetravam fundo na terra, misturando-se com o dragão prateado que ali dormia. E aconteceu, certa noite, que um feiticeiro transformou a árvore numa harpa teimosa. Finalmente veio Peiwoh, apresentou-se ao soberano e logo acariciou a harpa, como se procurasse domar um coração selvagem. Tangeu com doçura suas cordas. Cantou a natureza, as estações, as montanhas, os rios. Então, uma a uma, todas as lembranças da árvore-harpa acordaram. A primavera de novo brincou entre seus ramos. Outra vez se ouviram as vozes sonhadoras...

O Segredo de Cura dos Índios

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Há uma lenda dos índios iroqueses que conta a história de um grupo de índios que ia andando por uma trilha que levava a uma aldeia, quando de repente, um coelho saltou de uma moita e parou na frente deles. Os índios pararam e observaram o animal que se sentou no meio da trilha e ali ficou imóvel. Atiraram flechas no coelho e as mesmas saíram sem manchas de sangue ao atravessarem o animal. Puxaram o arco para atirar mais flechas, mas o coelho tinha desaparecido. Em seu lugar havia um homem, parado no meio da trilha. Parecia muito fraco e doente. O velho pediu comida e abrigo. Os índios não deram atenção e continuaram seu caminho. Assim, o velho seguiu atrás deles, a passo lento, até chegar às tendas da aldeia. Em frente à cada tenda, havia um mastro com uma pele de animal estendida, que era o símbolo do clã que ali morava. O velho parou em frente à tenda com pele de lobo e pediu para entrar, mas não deixaram: “Não queremos nenhum enfermo aqui” , disseram. Seguiu para o...

Sedna e os Inuítes do Norte

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Sedna é conhecida como a mãe dos animais marinhos. Porém, antes era uma moça como qualquer outra, se transformando em uma deusa que vive no fundo do mar ártico. Conta os Inuítes do Norte a história de que ela não queria se casar. Rejeitava todos os jovens pretendentes de sua aldeia, sempre dedicando seus cuidados aos animais. — Isso vai trazer azar — disseram os jovens rejeitados, que queriam Sedna. Eles a levaram em um barco para o mar e a empurraram para a água. Sedna segurou num dos lados do barco, mas eles cortaram seus dedos. Quando os dedos caíram no mar, eles se transformaram nas primeiras focas e outras criaturas marinhas. Sedna submergiu para o fundo do mar, onde se tornou a rainha do mundo submarino, senhora de todas as coisas vivas. Devido ao cruel sofrimento pelo qual passou, Sedna é rancorosa. Quando alguém a ofende, ela prende todos os animais para que ninguém possa pescar nem caçar. Então um homem corajoso, com poderes de xamã, sacerdote que pode se comunicar c...

A Tartaruga Voadora

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Como diziam os antigos, jamais se pode dar um passo maior do que as pernas, ou colocar o chapéu onde a mão não alcança. Ao se desprezar tais conselhos, a imprudência faz morada. É preciso muito equilíbrio em nossas ações, se quisermos lograr êxito. Havia uma tartaruga que tinha uma particularidade. Ao contrário de todas as o utras suas irmãs, não era morosa nos movimentos e caminhava até com alguma rapidez. Um dia, cansada de ficar morando sempre no mesmo local, resolveu sair pelo mundo. Conhecer novas terras é desejo generalizado e o interessante é que os mais coxos são os que menos gostam de ficar no mesmo lugar. Embora tendo a particularidade de ser um pouco mais ligeira que suas companheiras, nossa tartaruga estava longe de ter condições de sair mundo afora. Por isso, contou seu desejo a dois patos, que logo se puseram às suas ordens para auxiliá-la. — Vês como é livre o caminho aéreo pelo qual seguimos? — perguntou uma das aves, ao mesmo tempo que lhe mostrava a imensidã...

A Secreta Utopia de Shangri-La

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Os primeiros documentos budistas denominavam-na de Chang Shambhala e descreviam-na como fonte antiga de sabedoria. A crença na sua existência espalhara-se outrora — na China Dizia-se que, nas montanhas Cuenlun, existia um vale onde os imortais viviam em perfeita harmonia, enquanto na tradição indiana havia um lugar de nome Kalapa, no Norte dos Himalaias, habitados por "homens perfeitos". Tratava-se realmente de um lugar estranho e ao mesmo tempo incrível. A tradição budista que acreditava na existência de um paraíso subterrâneo conhecido como Agartha, foi também associada a Shangri-La. Um lama contou, certa vez, que tratava-se de uma grande cidade  no coração de Aghart, onde reinava o rei do mundo, convencendo a todos de uma ligação com todas as nações por túneis subterrâneos.  Dizem que no palácio do Dalai Lama, em Lassa, no Tibete, estaria ligado às entradas de Shangri-La — um lugar de quietude ao norte, chamado Portala — onde fora, outrora, o centro nacional reli...

O Vento do Norte Bóreas e o Sol Hélio

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Hélio e Bóreas, olhando para a terra, viram um viajante que se preparara muito bem para não ser surpreendido por uma borrasca. E era natural que ele assim se precavesse, pois era princípio de outono, estação em que nunca se sabe que tempo se enfrentará ao amanhecer um dia, mesmo que comece claro e ensolarado. E sempre o irisado arco-íris avisa que por essa época nunca é demais trazer-se uma capa. Foi pensando nisso que nosso viajante se agasalhou com grosso e pesado capote. — Este está pensando — disse Bóreas — que pelo simples fato de trazer uma capa, livra de qualquer eventualidade. Não pensou, porém, que me basta soprar com um pouco mais de violência e sua soberba capa voará. Até que seria bem engraçado ver como ele procederá em tal apuro. Vamos experimentar? — Ora, deixemos de tantas palavras e vamos ver qual de nós dois conseguirá mais rapidamente despojá-lo do capote — respondeu Hélio. Podes começar. E para facilitar tua tarefa, eu ainda te permito que escureças meus ra...

A Lenda Haitiana de Ghede

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Existe uma lenda haitiana que diz que um dos mais poderosos deuses do vodu é Ghede, Senhor da Morte, e também conhecido como Barão Semedi. Afirmam ser o mais sábio de todos os deuses, pois em sua cabeça guarda o conhecimento de tudo que já viveu, podendo trazer até mesmo os mortos de volta a vida. Quando Ghede sai da escuridão para a luz, tem de usar óculos escuro para proteger seus olhos. Mas frequentemente tira a lente direita dizendo: "Com meu olho esquerdo olho o mundo inteiro, com o direito, fico de olho na minha comida, para ter certeza que nenhum ladrão levará". Pois Ghede tem uma fome insaciável, jogando a comida na boca e fazendo-a descer com sua bebida especial, puro rum temperado com vinte e um temperos ardidos. Não há nenhum ser vivo que consiga tomar desse rum, mas Ghede não se importa. Não pisca, mesmo se o fortíssimo líquido espirrar em seus olhos. Às vezes Ghede aparece como um mendigo esfarrapado, mas na maioria das vezes usa roupas de gala: carto...

A História de Pigmalião e a Escultura

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Ao ver soberbo monte de granito, o escultor não resistiu à tentação de esculpi-lo de imediato. — Preciso imaginar uma imagem digna desse monte — dizia o artista. Meu cinzel deverá transformá-lo em algo divino, que não desmereça a obra de Deus ao fazer tão bela paisagem. Creio mesmo que o indicado será esculpir um deus. Sim! Dedicarei esta magnífica pedra à imagem de uma divindade que na mão direita deverá brandir uma lua, e na esquerda um sol. Tremei, pobres mortais, e começai desde já as súplicas ao poderoso deus. Ele será o senhor do universo! O artista trabalhou com tanta inspiração na estátua divina que todos que a viam eram unânimes em considerar perfeita a obra, só mesmo faltando-lhe o dom da palavra. Até o próprio escultor, ao terminar sua obra-prima, tremeu ao vê-la! Nunca tivera imagem mais imponente em todo o mundo. O que aconteceu com esse escultor era comum na antiguidade, entre poetas e homens de gênio. Passavam a temer a cólera das divindades criadas por eles p...

Cadmo e os Homens Semeados

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Cadmo tinha uma irmã chamada Europa. Ela foi raptada por Zeus, que estava disfarçado como touro, e se tornou mãe do rei Minos, de Creta. Quando Europa desapareceu, Cadmo saiu à sua procura. Durante muitos meses percorreu as terras perto de seu lar, mas não viu sinal de sua irma. Finalmente foi até Delfos para consultar o oráculo que revelava os conselhos e profecias do seus Apolo. Cadmo perguntou ao oráculo o que deveria fazer. "Sua irmã está a salvo. Não procure mais por ela", disse o oráculo. "Seu destino está em outro lugar. Quando você sair daqui, verá uma vaca. Siga-a, e quando ela cair no chão exausta, lá você deverá construir uma grande cidade." Saindo de Delfos, Cadmo viu uma vaca, tal como o oráculo havia dito. Com um grupo de homens ele a seguiu por muitos quilômetros até que finalmente ela caiu no chão. "Aqui fundaremos nossa cidade e a chamaremos de Tebas", disse Cadmo. "Mas, antes, temos que sacrificar essa vaca à deusa Atena. Proc...

A História de Atlântida.

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Os gregos possuíam diversas lendas e mitos de um passado distante: Foroneus, o primeiro homem, Deucalião e Pirra, que sobreviveram a uma inundação enviada por Zeus para livrar o mundo dos homens maus. Mas quando Sólon, o estadista grego, relatou esses mitos aos sacerdotes do antigo Egito, eles riram. "Vocês, gregos, nada sabem de sua própria história. Vocês falam de uma inundação, mas houve várias. Foi numa dessas inundações que seus ancestrais morreram." E os sacerdotes contaram a Sólon a história da Ilha de Atlântida de onde, nove mil anos antes, a mais nobre raça de homens que já viveu governava a maior parte do mundo conhecido. Um pobre casal, chamados Evenor e Leudice, viviam em uma ilha isolada e pedregosa, com a filha, Clito. Poseidon, deus do mar, ficou enfeitiçado pela beleza de Clito e a esposou. Ele, então, reformou a ilha para fazer dela uma morada digna de sua noiva. Construiu uma série de cinturões circulares de mar e terra, com uma bela ilha no centro qu...

A Lenda da Origem do Boi.

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Há muito tempo atrás, a vida era difícil  – mais dura ainda do que hoje. As pessoas tinham de lutar nos campos com as mãos nuas para cultivar comida  e se alimentarem. Raramente tinham o  suficiente  para comer  – mesmo trabalhando noite e dia. O Imperador dos Céus viu os podres  labutando na terra e teve piedade deles. Convocou a estrela do Boi, e a mandou à terra para dizer às pessoas que, se trabalhassem muito, seriam capazes de comer bem a cada três dias. O Boi correu para transmitir a notícia. Mas era uma criatura atrapalhada, e tão orgulhosa de ser o mensageiro do Imperador que trocou a mensagem. Disse às pessoas que se trabalhassem duro podiam comer três vezes ao dia! O Imperador dos Céus não queria que o povo da terra pensasse que tinha quebrado sua promessa, portanto amarrou o Boi ao arado para cultivar os campos. As pessoas não conseguiriam fazer aquilo sozinhas. Na mitologia chinesa, o animal tem lugar especial. É o ...

Os Jardins Suspensos da Babilônia.

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Esplêndida devia ser Babilônia, quando Nabucodonosor, no ano 604 A. C., após destruir a cidade assíria de Nívine, instaurou o II império; mas, quando a filha de Ciassar, rei dos Midas, casou-se com o grande rei, este desejou embelezar magnificamente a cidade, presenteando a amada com um jardim que, pela originalidade de sua estrutura e pela variedade de suas flores, fosse digno de sua beleza. E os arquitetos de Babilônia lançaram-se à tarefa, traçando um ousadíssimo projeto: sobre uma área de 40 metros quadrados, eles levantaram uma sequência de terraços de pedra, sustentados por amplos arcos da largura de 6 metros,  de modo que, visto de baixo, o jardim suspenso parecesse uma alta escadaria transbordante de flores. Sob os arcos, ocultavam-se vastas salas reluzentes de decoração, onde os soberanos poderiam permanecer; além disso, para que a água jamais faltasse, foi idealizado um genial sistema de irrigação, que terminava sobre o último terraço, num artístico chafariz. Pouco o...

O Oráculo e o Incrédulo.

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Na Grécia, as pessoas acreditavam nos deuses do Olimpo, e botavam fé como em qualquer outra religião. − Louco quem pretende enganar o céu − diziam os gregos. − Os corações no mais íntimo de seus recantos, nada têm que não seja passível de ser visto a simples olhar dos deuses, que veem as menores ações feitas pelo homem, até mesmo aquela que nas sombras é ocultada. Um certo pagão que não tinha fé nenhuma e só acreditava nos deuses quando disso poderia advir-lhe lucros, entrou no templo de Apolo. Assim que se encontrou ao pé de seu altar, dirigiu-se a ele: − Sereis capaz de me dizer se o que trago oculto em minhas mãos está vivo ou morto? Bem fechado por entre os dedos trazia o ímpio um minúsculo pardal, e estava pronto a dar cabo do passarinho ou pô-lo em liberdade, dependendo de qual fosse a resposta do deus. Seu desejo era surpreender em erro o poderoso Apolo. Mas este, penetrando no mais íntimo do incrédulo, ficou sabendo qual era sua intenção. − Morto ou vivo - respo...