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Mostrando postagens com o rótulo Sabedoria

O Amigo Dedicado: A Ilusão de Promessas Vazias

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A vida é, de fato, cruel quando se pratica a bondade em meio à ingratidão. É como plantar em solo infértil; ainda que a expectativa seja de exuberantes flores ao final, nada nascerá das rachaduras ressecadas e esquecidas pela chuva primaveril. Oscar Wilde soube ilustrar esta problemática em seu conto, fazendo-nos refletir a respeito da amizade lesiva, quando o lado mais forte tira proveito do mais fraco. O Amigo Dedicado é uma fonte de reflexão social, e, ainda que escrito há mais de cem anos, nos mostra de forma atual como seres maliciosos e egoístas conseguem crescer às custas da ingenuidade e inocência dos que não semeiam rancor em seus corações. Hans, tido como protagonista, só queria cuidar do seu jardim com amor, cultivando as flores mais belas com todo sentimento que tinha dentro de si. O pobre homem conseguia tirar da terra o seu sustendo durante o verão, a primavera e o outono. Contudo, o inverno se fazia muito rigoroso para ele, tendo de enfrentar momentos muito difíceis de f...

A Espada Mágica

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Existe uma história muito, muito antiga, do tempo dos cavaleiros em brilhantes armaduras, sobre um jovem comum que estava com muito medo de testar sua habilidade com as armas, no torneio local. Certo dia, seus amigos quiseram pregar-lhe uma peça e lhe deram de presente uma espada, dizendo que tinha um poder mágico muito antigo. O homem que a empunhasse jamais seria derrotado em combate. Para surpresa deles, o jovem correu para o torneio e pôs em uso o presente, ganhando todos os combates. Ninguém jamais vira tanta velocidade e ousadia na espada. A cada torneio, a notícia de sua maestria se espalhava, e não tardou a ser ovacionado como o primeiro cavaleiro do reino. Por fim, achando que não faria mal nenhum, um dos seus amigos revelou a brincadeira, confessando que o instrumento não tinha nada de mágico, era só uma espada comum. Imediatamente o jovem cavaleiro foi dominado pelo terror. De pé na extremidade da área de combate, as pernas tremeram, a respiração ficou presa...

São Damião de Veuster e os Leprosos

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Joseph Damien de Veuster (1840-1888) foi um jovem padre belga que se dedicou a cuidar de uma colônia de leprosos em Molokai, no Havaí. Chales W. Stoddard, residente no Havaí e autor do presente relato, visitou a colônia de Melokai em companhia de dois médicos do governo, em 1884. À primeira vista, Kalawao parece ao visitante uma próspera aldeia de quinhentos habitantes, se tanto. A única rua é margeada de chalés brancos com jardins floridos e graciosas árvores tropicais. Está situada tão perto da encosta que mais de uma vez as grandes pedras soltas pelas chuvas rolaram alto da montanha até as cercas nos limites da aldeia. Ao passarmos pela rua, o dr. Fitch era cumprimentado por todos. Sua visita mensal já era esperada e sucediam-se as saudações de "Aloha!" , partindo de todas as portas varandas e janelas.Um grupo mais entusiástico jogava os chapéus para o alto dando vivas ao "Keuka" (o doutor), entremeando a animação com risadas infantis.  Até então, a br...

Irmão Pedro e o Lagarto de Esmeralda

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Irmão Pedro viveu na Guatemala há muitos séculos, mas o bem que ele fez vive ainda hoje na história do seu trabalho. Era pobre e continuou pobre a vida inteira, pois dava tudo o que tinha aos necessitados. Transformou a própria casa, pequena e humilde, num lugar de tratamento para os doentes. Dizem que à noite percorria as ruas tocando um sininho para lembrar às pessoas de agradecer a Deus e compartilhar as graças recebidas. Certo dia Irmão Pedro estava indo para a cidade e encontrou um homem muito pobre sentado à beira da estrada. Ao ver Irmão Pedro, o homem enxugou disfarçadamente uma lágrima.  — Por que está tão aflito, amigo? — perguntou Pedro, percebendo o desespero do outro.  — Estou com problemas sérios — disse o homem. — Minha mulher está doente e precisa de remédios. Meus filhos estão passando fome, mas não tenho dinheiro e não encontro trabalho. Não sei o que fazer. Irmão Pedro olhou para o rosto sofrido e desejou ajudar. Mas suas roupas também estavam ...

Folclore Africano: Por que os polegares são isolados?

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Há muito tempo, reza-se a lenda de que os cinco dedos ficavam bem juntos na mão, lado a lado. Eram rodos amigos. Aonde um ia, seguiam os outros. Trabalhavam juntos, brincavam juntos; lavavam, escreviam e cumpriam seus deveres juntos.  Um dia, os cinco dedos estavam descansando juntos numa mesa quando espiaram um anel de ouro largado ali perto.  — Que anel brilhante! — exclamou o Primeiro Dedo. — Ficaria lindo em mim — declarou o Segundo Dedo. — Vamos pegá-lo! — sugeriu o Terceiro Dedo. — Depressa! Agora, que ninguém está olhando! — cochichou o Quarto Dedo. Já iam pegar o anel quando o Quinto Dedo, chamado Polegar, falou: — Esperem! Não devemos fazer isso! — gritou. — Por que não? — perguntaram os outros quatro dedos. — Porque o anel não nos pertence — disse o Polegar. — É errado pegar uma coisa que não é sua.  — Mas quem vai saber? — perguntaram os outros dedos. — Ninguém vai nos ver. Vamos! — Não! — disse o Polegar. — Isso é roubo. Então os ou...

O Homem Desatento às Portas do Paraíso

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Existe um conto dervixe que relata a história de um homem que, como a maioria de nós, sabia no fundo da alma qual o caminho para o Céu. Sabia que devia amar o próximo como a si mesmo, honrar seus pais e lidar honestamente com todos. Ele sabia como ajudar os necessitados e defender os inocentes. Sabia que a humildade, a paciência e o autocontrole são virtudes sábias.  E esse homem certamente tentava cumprir todas as coisas — mas só de vez em quando. Ele ajudaria um amigo, se por acaso se lembrasse que esse amigo estava passando por necessidade; fazia uma prece de ação de graças, se julgasse conveniente; até dava dinheiro aos pobres, se lhe doesse a consciência pesada. Mas a maior parte do tempo ele se ocupava mesmo é com seus próprios assuntos. Seus hábitos se impregnaram na alma e ele acabou desenvolvendo o defeito da desatenção. As oportunidades para um comportamento exemplar vinham e iam-se; em certas ocasiões chagava a percebê-las, mas de um modo geral nem notava as cha...

Sobre os Escritores, de Elias Canetti

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Saber o que se passa na mente de um escritor é como tentar solucionar uma incógnita no escuro. Dar luz a este espaço requer uma empática habilidade fora do comum e uma sensibilidade tão significativa quanto às páginas de uma velho exemplar. Escrever sobre escritores não é apenas organizar fatos que englobam a vida daqueles que sintetizam a arte aos recônditos sentimentos da alma, mas sim mostrar-se como tal ao representar uma visão ímpar das experiências vividas e relatadas pelas palavras.  Elias Canetti, vencedor do Prêmio Nobel de literatura no ano de 1981, pôde escrever ao longo de sua vida textos e aforismos que dizem respeito aos escritores e poetas. Tal seleção foi publicada com um título que chama atenção de qualquer um interessado nas nuances literárias e sua consagração poética. "Sobre os Escritores" traz a oportunidade de adentrarmos na gênese artística das expressões corridas; eternizadas pela tinta que marca a imaginação de cada leitor.  O liv...

O Corvo que Quis Imitar a Águia

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Dentre os clássicos contos antigos, existe um que nos faz refletir sobre a realidade diante das condições que nos são dadas. A soberana águia que subia levando um carneiro aos ares, preso em suas garras, causava desconforto ao corvo que queria imitá-la. O animal que assistia todo o espetáculo, tão voraz quanto a grande ave, embora com capacidade reduzida, fora assaltado pelo desejo que fazer o mesmo. Pôs-se a revoar sobre o rebanho que pastava, procurando o carneiro mais gordo para pô-lo em sacrifício, já que era considerado o verdadeiro acepipe dos deuses. Animado com seu projeto, conjeturava:  "Não sei quem o criou, porém sei que está mesmo em tempo de ser transformado em alimento, e logo eu o terei em minhas garras." E com esses pensamentos, precipitou-se em um vertiginoso mergulho sobre o indefeso animal. Agarrou-o firme, mas — ó, surpresa! — a coragem do corvo era bem mais de vulto que sua força. Pensava o animal que um queijo não pesava tanto quanto a desejad...

O Fazedor de Velhos, de Rodrigo Lacerda

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Lançado originalmente em 2008, o livro de Rodrigo Lacerda conquistou inúmeros leitores por tratar de um tema bem comum na vida de quase todos que se aventuraram por entre as páginas da obra. De certo modo, a trama nos envolve numa crise existencial do protagonista após se ver obrigado a tomar decisões difíceis para seguir com sua vida; e isso reflete incontáveis emoções que nós, os leitores, também experimentamos no decorrer de nossa própria trajetória. A maturidade não se conquista do dia para a noite, e isso gera dúvidas sobre qual caminho seguir — principalmente na transição da adolescência à fase adulta —, proporcionando um turbilhão de pensamentos e preocupações à medida em que vamos nos desprendendo dos costumes infantis e nos agarrando à seriedade da sensatez. Talvez o motivo de tamanho apreço seja pela simplicidade e originalidade do tema que repercuti na primazia do título em relação a obra. Além disso, a nova edição da Companhia das Letras, lançada em 2017, contri...

Uma Vez, de Morris Gleitzman

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Não foi à toa que o exemplar de Morris Gleitzman entrou para a lista das 100 obras mais recomendadas para jovens segundo veículos de imprensa, tais como BBC e The Guardian. Isso porque "Uma Vez" trata de um tema um tanto quanto impactante à visão de muitos e até mesmo delicado para se abordar num livro de ficção, mas, firmando a primazia do contexto elaborado pelo autor, o mesmo proporciona aos seus leitores uma perspectiva diferenciada sobre o período da Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, fazendo de seu livro uma atração para públicos de diferentes faixas etárias.  O premissa põe o enredo em torno da inocência e simplicidade de uma criança e o seu ponto de vista a respeito das questões da época. Felix Saliger é o protagonista que, com 10 anos de idade, vive há 3 num orfanato católico na Polônia neste período turbulento e cheio de dificuldades. Acontece que o menino é judeu e está sob os cuidados das freiras; e esse fato me chamou atenção pois durante o fin...

O Aberto, de Giorgio Agamben

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Muito além de uma relação contemplativa entre homem e animal no âmbito domestico dos dias atuais, o livro de Giorgio Agamben, relançado pela Civilização Brasileira em 2017, nos proporciona uma reflexão sobre a influência de uma animalidade nos moldes da história e uma comparação com o que havia no passado, tanto no quesito mitológico quanto no filosófico, até chegar no século XX ligando a humanidade com essa tal animalidade referida. De forma clara e direta, o exemplar aborda o tema proposto a fim de fazer com que o leitor pense a respeito do assunto e desenvolva seus conhecimentos e conceitos acerca do mesmo. Tendo como ponto central as questões entre o que aproxima e o que diferencia o homem dos animais — em outras palavras: "O que significa ser humano?", além disso, Agamben aprofunda-se no assunto esmiuçando duas teorias; tanto a que afirma que o ser humano é um animal superior aos outros e a que diz que o homem não pode ser reconhecido simplesmente como um an...

A Astúcia Cria o Mundo, de Lewis Hyde

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Se formos pesquisar no dicionário o significado da palavra astúcia , veremos que ela é uma característica do indivíduo que é astuto , ou seja, aquele que consegue o que deseja com sagacidade, esperteza e engenho; uma pessoa que não se deixa enganar ou ludibriar. Todavia, esse adjetivo da língua portuguesa também pode ter uma conotação negativa, sendo relacionado à pratica da maldade; alguém que engana outras pessoas para proveito próprio. Assim, nós chegamos em um impasse entre o bem e o mal, o meio termo de dois extremos que é caracterizado pelos tricksters , assunto central tratado na obra de Lewis Hyde.  Seguindo essa interpretação, o trickster é aquele que está na fronteira das coisas; entre o vilão e o herói ou o flagelo e o benfeitor. Seu significado, segundo o Oxford Dictionary, é dado como uma características às pessoas que iludem e enganam as outras, algo como um trapaceiro. Contudo, o exemplar de Hyde nos mostra um significado bem mais profundo para es...

La Pietra Scontenta Della Sua Vita Solitaria

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Leonardo da Vinci, além de tudo, era também um fabulista; autor de inúmeras fábulas. O gênio renascentista as escrevia como uma forma de reflexão sobre fatos corriqueiros da vida, utilizando argumentos fascinantes dentro de um universo de fantasias. "La Pietra Scontenta Della Sua Vita Solitaria", que em português fica "A Pedra Descontente De Sua Vida Solitária" faz parte de seu acervo, e, como tal, nos passa uma bela mensagem. Abaixo você pode conferir o vídeo dela em italiano, forma original, em seguida conferir sua tradução para o português. La Pietra Scontenta Della Sua Vita Solitaria Una pietra novamente per l’acque scoperta, di bella grandezza, si stava sopra un certo loco rilevata, dove terminava un dilettevole boschetto sopra una sassosa strada, in compagnia d’erbette, di vari fiori di diversi colori ornata, e vedea la gran somma delle pietre che nella a sé sottoposta strada collocate erano. Le venne desiderio di la giù lasciarsi cadere, dicend...

O Macaco e o Golfinho

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Na Grécia antiga era costume entre os navegantes levar macacos para seus navios, quando iam viajar. Isso porque tinham tais seres como mascotes que traziam boa sorte nas grandes e perigosas viagens. Um navio que levava alguns desses animais naufragou próximo da costa de Atenas e, se não fosse a presteza com que ocorreram os golfinhos, toda a tribulação teria perecido afogada. Os marinheiros ficaram surpresos e intrigados com a inteligência do cardume, já que desempenharam o papel de salva-vidas. — Que sorte a nossa termos esses animais por perto! — diziam uns aos outros. Pois bem, o brilhante cardume pôde evitar o terrível naufrágio, e este feito não ficou perceptível apenas aos homens. Um macaco, valendo-se de sua semelhança física com os seres  humanos, achou que também tinha direito à salvação. De fato, um dos golfinhos o tomou como homem, levando-o através dos mares em cima de seu dorso. Já se aproximavam da praia, quando o salvador, numa tentativa de ser agradável, pe...

Histórias de Tia Nastácia: O Camponês Ingênuo

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Na obra mais famosa de Monteiro Lobato, Sítio do Pica-Pau Amarelo , existe um volume que reúne as brilhantes histórias de Tia Nastácia, sendo uma delas O Camponês Ingênuo ; pequena narrativa que nos faz refletir sobre a terrível "esperteza" dos malfeitores em contraste com a ingenuidade daqueles que creem na boa ação do próximo. De fato, trata-se de uma ótima oportunidade para se rever valores distorcidos e ponderar a confiança depositada ao ser humano sem regras. Confira: Era um camponês muito ingênuo, que um dia partiu para a cidade de Bagdá a fim de vender uma cabra; foi montado num jumento, a puxar a cabra, que ia, tlin , tlin , tlin , com um cincerro ao pescoço. Três ladrões resolveram roubá-lo. — Eu me encarrego de furtar a cabra — disse um deles. — E eu, de furtar o jumento — disse o segundo. — E eu, de furtar-lhe as roupas — disse o terceiro. Assim combinados; os três malandros seguiram o pobre camponês. O primeiro deu jeito de passar a campainha do p...

O Velho e Seus Filhos (The Old Man and His Sons)

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Estava folheando um velho livro de contos, cujas páginas eram amareladas devido ao tempo, quando parei em uma que me chamou atenção. O desenho era triste, antigo e com traços fortes nas expressões faciais. Um senhor com idade avançada sentado numa poltrona, com seus quatro filhos em volta, apoiava sua mão esquerda na bengala enquanto a direita segurava um objeto. Foi então que iniciei a leitura e me surpreendi com o ensinamento passado. O texto original está abaixo em inglês, e, em seguida, a tradução para o português. Em poucas palavras, somos capazes de refletir sobre a grandeza da sabedoria inerente ao tempo. The Old Mand and His Sons An old man had many sons, who were always quarrelling with each other. After trying in vain to make them live at peace together, he one day hit upon the following plan.  He took a bundle of sticks, and asked his sons one after the other to break them. They tried with all their might, but in vain, for the sticks were closely and firmly bo...

O Encontro, de João Mohana

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João Mohana, nascido em 1925, formou-se em medicina e atuou na profissão por seis anos antes de se entregar ao sacerdócio e ordenar-se a padre no ano de 1960. A partir daí, dedicou sua vida ao apostolado da palavra escrita e falada. Ganhou inúmeros prêmios com suas obras literárias, incluindo o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, pela obra O Outro Caminho no ano de 1952. Mohana acreditava que sua missão era refletir sobre a vida, com todos aqueles que desejam sinceramente viver uma vida digna do Amor de quem a planejou. E fez isso com maestria até 1995, ano de sua morte. O Encontro se diferencia das demais obras do padre pois abrange todos os públicos, mostrando facetas valiosas da espiritualidade cristã. De acordo com a sinopse, o resultado desta técnica, tão inteligente quanto original, é uma leitura repleta de múltiplos sabores, todos ricos em nutrientes espirituais. Por isso não há dúvidas de ser um exemplar cativante para os mais diversificados leitores,...

O Coelho e os Índios

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Excelente é a reflexão que nos é proporcionada ao conhecermos o conto dos índios iroqueses que, apesar da simplicidade, engloba temas relevantes para o cotidiano. Imaginem um grupo de índios que encontra um coelho no meio da estrada e, impiedosos, começam a atirar flechas para matá-lo; é exatamente dessa forma que a narrativa começa. Todavia, as flechas não machucam o animal indefeso até que algo sobrenatural acontece na mata, na presença do grupo. De fato, apenas aqueles dispostos a enxergar a verdade conseguem desfrutar de seus dons — nenhum integrante do grupo foi sábio o suficiente. Claro os corações  cheios de humildade, bondade e compaixão poderiam compreender qual era o verdadeiro objetivo do coelho, de tal modo que a fábula nos leva a entender que milagres acontecem a todo momento e muitos são os desacreditados e cegos em meio às suas convicções. Por isso a importância das virtudes. É fundamental agirmos em constante harmonia com o próximo pois os dons recebidos d...