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Mostrando postagens com o rótulo Literatura

Drummond me deu a "Conclusão"

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Cheguei num ponto da vida onde leio Drummond do lado de fora da Sala Minas Gerais, com todas as luzes vermelhas compondo a orquestra de cores da minha imaginação. Sabe-se lá como vim parar aqui. Diante de toda poesia que isso representa, recordo-me do Pena Pensante e no que ele se transformou ao longo dos anos. Na verdade, o correto seria: no que ele me transformou. De certo, em amante. Amante das palavras que muitas vezes intitulei desorientadas por não fazerem sentido quando lidas com a razão. Somente após abrir as portas da alma foi possível guiá-las por um rumo mais "orientado". Até elas se perderem, de novo. Mas vamos com calma. O Pena Pensante começou como um diário de ideias, projetos, sonhos e inspirações. Somente depois ele se transformou em um site literário um tanto quanto — ou nem tanto — reconhecido. Parcerias editoriais vieram e ele se viu no auge de sua essência. "Viva a literatura!", bravejava em suas páginas indiretamente. Tiveram contos, fábulas e ...

Escrever Fantasia: Um Escape à Realidade

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Depois de muito desbravar a escrita realística, passando de crônicas às resenhas literárias, com opiniões formadas sobre conceitos estéticos reais, adentrei no mundo da fantasia que já vinha consumindo pela leitura como um viés a ser explorado. Confesso que me surpreendi.  O concurso Raças da Fantasia, no perfil de mesmo gênero do Wattpad, foi o insight necessário para que eu pudesse adentrar a noite criacionista sem limites nos extremos. A regra era escrever sobre reinos que, por um enredo, eram conectados em suas diferenças. Daí que surgiu Tarnin: O Desbravador da Tempestade. Foi uma experiência fantástica criar tudo do zero, partindo das características dos três grandes povos e indo ao encontro de um desfecho que unisse às diferenças em uma única premissa. Por fim, nasceu um conto de quase quatro mil palavras para se encaixar às regras da seletiva. Digo que minha mente viajou enquanto imaginava as cenas e as punha no papel. Era uma verdadeira canção sendo composta. Uma sensação ...

Como ler livros de graça no Wattpad?

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Até hoje, grande parte dos amantes da literatura desconhece as novas ferramentas que podem ser utilizadas para facilitar o acesso dos livros aos leitores. É sabido que as gerações passadas só tinham à disposição as páginas físicas de grandes calhamaços empoeirados que, frequentemente, eram pegos nas saudosas bibliotecas municipais. Caso o assíduo leitor possuísse um poder aquisitivo mais avantajado, ele poderia ir até uma das grandes livrarias e comprar a história que lhe chamasse atenção, bem como alugá-la em alguma biblioteca particular — algo bem comum na década de noventa. Hoje as coisas já são mais fáceis, graças a internet que se tornou sinônimo de oportunidade para artistas e consumidores da arte.  Obviamente nada substitui a sensação de virar uma página ou sentir o cheiro de um livro recém-impresso saído de uma prateleira. Mas como tudo que é consumido atualmente, a adaptação para facilitar o acesso é necessária quando não temos a oportunidade de unir o produto ao consumido...

Livro: 50 Poemas de Revolta

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Quando alguém ousa escrever algo relacionado a revolta, certamente pretende exprimir em suas palavras uma agitação peculiar que se estende por vieses de perturbação; em outras palavras, almeja compartilhar o efeito de sua revolta e, consequentemente, a gênese que o levou a tal manifestação. É interessante analisarmos dessa forma sempre levando o pensamento aos conceitos artísticos de expressividade. Seria uma revolta capaz de transmudar-se em arte? Artistas, por sua vez, poderiam concretizar suas obras pelo sentimento de raiva inerente à revolta? A resposta é sim! O tumulto da mente pode ser aliviado em arte, partindo do alvoroço de sentimentos revoltados em busca de alívio para tamanha conturbação. Um dos caminhos mais utilizados para se colocar em prática a composição organizada de preceitos revoltantes, é fazendo o uso das palavras, que nos conduzem aos itinerários determinados pelos autores, como bem entendem, em veículos conhecidos como poemas. Nos poemas podemos viajar, ob...

A Livraria, de Penelope Fitzgerald

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Seria um típico romance inglês em cenários e diálogos se não fosse pela especialidade de Penelope Fitzgerald em conduzir seus leitores a uma excêntrica trama que desperta questionamentos distintos à medida em que se avança na leitura. Apesar de sua brevidade, a obra traz uma perspicácia exacerbada em questões de convívio no sentido político; muitas vezes rompendo em vieses orgulhosos e egoístas por parte dos personagens. Tudo isso para desenrolar a narrativa direta que cultiva previsões de seu desfecho, mas que surpreende todos aqueles que ousam imaginar um final à trama.  Adaptado ao cinema por justamente trazer questões de convivência, classe, dinheiro e política, o exemplar também aborda preceitos de afinidade, aludido na introdução de David Nicholls como "exterminadores e exterminados", com os primeiros predominando o tempo inteiro. Ele ainda conclui dizendo que a proposição é inspirada em momentos da vida de Fitzgerald, e que dificilmente iremos encontrar outro au...

Coleção Melhores Crônicas: Marina Colasanti

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Mais uma vez imerso no oceano das crônicas; agora, diria passageiro de um ônibus na estrada da vida, cujas curvas revelam-se em linhas de textos breves, porém com sentimentos pulsantes de uma especialidade à parte. Mais uma vez, e outra, e outra... Parágrafos curtos, orações incisivas, emoções de uma vida costumeira e um olhar seletivo para a realidade. Assim se dá as crônicas de Marina Colasanti: como uma árvore carregada de frutos à beira do caminho. Mesmo não estando com fome, o viajante não sai de sua copa até se fartar. Ora doces, ora amargas, as crônicas da autora se revelam em maestria e nos conduz à via arborizada da literatura. Qualquer leitor consegue perceber a paixão pela escrita que Marina possui e deposita em suas crônicas. Retrato de uma verdadeira cronista que enxerga de forma singular as nuances habituais do cotidiano. De temática abrangente, a autora recobre o imaginário refletindo sua artisticidade: contista, poeta, autora de livros infantis, lindos contos de ...

Coleção Melhores Crônicas: Lima Barreto

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Mais uma vez adentrando o campo concernente ao tempo, breve e profundo, das crônicas escritas por grandes autores, dessa vez mais apurado no que diz respeito à compreensão sentimental desses textos que compilam um conjunto de ideias viajantes pelas linhas temporais. Sim, são crônicas: palavras que perduram em sentidos e emoções, cujo tema, apesar dos anos, não se corrompe em suas ações, nem tampouco se esvai como fina areia ao vento. Não é à toa que tal palavra vem de  cronos , tratando-se da personificação do tempo na mitologia grega ou mencionando a compreensão dos anos, meses e dias. Essa introdução é importante ser destacada, pois o exemplar hoje abordado reúne crônicas do autor Lima Barreto, selecionadas por Beatriz Resende, que foram escritas há mais de cem anos e ainda trazem nuances de uma época não mais existente semelhantes às tonalidades encontradas pelas ruas nos dias atuais. Como alguém que sobe uma velha ladeira: a visão e as pessoas não serão mais as mesmas...

Coleção Melhores Crônicas: Ferreira Gullar

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Nesse período onde o patriotismo está corrompido pelo acrimonioso efeito de valores egoístas e segregado pela constante busca de autoafirmação, a arte surge como o itinerário que nos leva a ver os problemas do alto, dando-nos um novo ângulo e, consequentemente, aumentando nosso campo de visão. Digo isso pois o Brasil, nosso tão amado país, destaca-se nesse aspecto de gerar gênios capazes de abranger a erudição através de suas criações, ainda que poucos, comparados ao número total de pessoas vivendo nas terras das palmeiras onde cantam os sabiás. Mas somos, de fato, privilegiados por nossa literatura, tratando-se de uma característica para nos orgulharmos, já que partindo do pressuposto de que a genialidade se faz por meio de uma simples pergunta, um cronista ao certo se indagaria do conceito de crônica antes de tocar a caneta ao papel. Sim, meus amigos, Ferreira Gullar foi um desses gênios que nos levou em seus pensamentos elucubrados nas palavras de seus texto. É interessant...

A Noite da Espera, de Milton Hatoum

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Ao pesquisarmos a definição de um romance de formação, perceberemos que se trata do processo de desenvolvimento físico ou moral de um personagem que geralmente encontra-se na idade infantil, passando pela adolescência e indo até o início da fase adulta. Em outras palavras, entendi como um amadurecimento atribuído ao protagonista, que passa a coibir aspectos imaturos, antes julgados como importantes em sua concepção da realidade, abrindo espaço para a apuração de fatos ponderados pela ação que o tempo desempenha dentro da trama, tendo como consequência a emergência do equilíbrio entre a razão e o juízo. É exatamente isso que temos no primeiro volume da trilogia O Lugar Mais Sombrio, de Milton Hatoum. O livro, intitulado de A Noite da Espera, é um romance de formação que o autor publicou em 2017, nove anos depois de sua última narrativa longa. Um dos atrativos mais importantes do exemplar é, sem dúvidas, a capacidade de conduzir o leitor por dois itinerários distintos, direcion...

Muitas Línguas, Uma Língua, de Domício Proença Filho

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Para os amantes da leitura, uma boa história se faz por uma série de fatores que contribuem para um bom aproveitamento nas horas dedicadas e entretidas nos capítulos de um exemplar. Seja pela trama, pelo gênero ou pelo estilo de escrita do autor, o livro responsável por cativar, sempre entorna aspectos importantes e memorados que refletem suas particularidades para fora das páginas, fazendo-nos interpretar suas nuances de acordo com nossa concepção de primor. Acontece que todas essas características só são perceptíveis graças a um atributo quase sempre negligenciado por sua onipresença na narrativa que compõe a premissa da história. Estou falando da língua, ou, melhor dizendo, do idioma que enlaça as perspectivas e forma uma encruzilhada de conhecimento e emoção, cuja perpetuidade se dá justamente por sabermos interpretar o emaranhado de palavras formalizadas em seus ângulos linguísticos.  Desse modo, é possível perceber a importância da língua para a partilha das hist...

Livros Indicados para Leitura em 2018

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Como de costume, todo fim de ano separo três livros que se destacaram entre minhas leituras para indicá-los. Dessa vez, selecionei exemplares diferentes entre si, mas ligados num aspecto em comum: a magia de cativar o leitor. Essa característica se torna relevante em cada título por suas particularidades. Heap House me despertou um sentimento de surpresa e silêncio em meio à confusão; os dez contos escolhidos de Eça de Queirós já falam por si só, enquanto o Fazedor de Velhos me trouxe à mente grandes reflexões a respeito da minha realidade. Sendo assim, fiz questão de destacar essas obras pois elas sempre terão um lugar especial na minha memória. O Segredo de Heap House, de Edward Carey Um livro espetacularmente esquisito, cheio de magia, humor astuto e personagens melancólicos e bizarros. Clod é um Iremonger. Ele vive nos Cúmulos, um vasto mar de itens perdidos e descartados coletados em Londres. No centro dos Cúmulos está Heap House, um quebra-cabeça de casas, castel...

Exemplares Acadêmicos - Segundo Semestre de 2017

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Conforme havia mencionado anteriormente nas redes sociais, segue a apresentação dos quatro exemplares acadêmicos no âmbito das relações internacionais que estou lendo neste segundo semestre de 2017. Todos eles com o intuito de auxiliarem os meus estudos nessa fase de finalização do curso, além de aumentarem, significativamente, o meu entendimento sobre temas atuais do direito, organizações e agenda internacional. Não deixe de conferir:  Relações Internacionais na Idade Moderna, Um Panorama Histórico De Ana Paula Lopes Ferreira e Leonardo Mercher O estudo das Relações Internacionais nesta obra apresenta desde a configuração do Estado moderno até o início da expansão marítima e territorial das nações europeias e suas relações mercantilistas com outros povos. Além disso, são discutidas as repercussões do liberalismo, da Primeira Revolução Industrial e da Revolução Francesa no cenário internacional e a ordem de exploração das grandes potências internacionais. Ter clareza ...

Book Haul de Agosto de 2017

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Estas são as cinco obras que constituíram as leituras do mês de agosto de 2017. Durante esse período, houve um emaranhado de emoções por entre suas respectivas páginas; seja por um romance histórico nacional ou uma sátira; reflexão filosófica ou fantasia; mistérios em cenários singulares ou fábulas. Tudo isso entrou como experiência literária nesse curto período de trinta dias; e para recapitular cada um desses títulos com suas sinopses e capas, seguem abaixo os links que direcionam para suas resenhas e análises. Não deixe de conferir:  Um Farol no Pampa, de Leticia Wierzchowski Em "Um Farol no Pampa", segundo livro da saga de Leticia Wierzchowski, acompanhamos o destino de um jovem chamado Matias na esteira dos assombrosos acontecimentos que levam o Império do Brasil à Guerra do Paraguai. A história de Matias se mescla com a vida das personagens femininas de "A Casa das Sete Mulheres" e, mais uma vez, Manuela dá a sua voz para nos contar o que foi f...