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Mostrando postagens com o rótulo Inspiração

A Volta ao Mundo em 80 dias, de Júlio Verne

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De acordo com a etimologia da palavra aventura, do latim "ad venture", diz respeito, literalmente, àquilo que vem pela frente. Ou seja, encarar uma aventura significa estar preparado para o que vier; seja uma circunstância ou um lance acidental inesperado, sempre despertará emoções à flor da pele, fazendo dos aventureiros descobridores de si mesmos quando encontram em seu entorno o que não encontrariam em seu cotidiano. De tal modo, a aventura está diretamente ligada à quebra do habitual, partindo do ordinário e indo ao encontro do extraordinário. Esse conceito delineia perfeitamente a obra de Júlio Verne, A Volta ao Mundo em 80 Dias, nos moldes da narrativa fantástica. O escritor francês, tido como precursor da moderna ficção científica, teve como grandes expedições aventureiras os principais temas de seus livros, fazendo com maestria o que ninguém havia feito até então. A obra vanguardista aqui comentada não envereda-se tanto fora da realidade, como outros títulos do autor,...

São Damião de Veuster e os Leprosos

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Joseph Damien de Veuster (1840-1888) foi um jovem padre belga que se dedicou a cuidar de uma colônia de leprosos em Molokai, no Havaí. Chales W. Stoddard, residente no Havaí e autor do presente relato, visitou a colônia de Melokai em companhia de dois médicos do governo, em 1884. À primeira vista, Kalawao parece ao visitante uma próspera aldeia de quinhentos habitantes, se tanto. A única rua é margeada de chalés brancos com jardins floridos e graciosas árvores tropicais. Está situada tão perto da encosta que mais de uma vez as grandes pedras soltas pelas chuvas rolaram alto da montanha até as cercas nos limites da aldeia. Ao passarmos pela rua, o dr. Fitch era cumprimentado por todos. Sua visita mensal já era esperada e sucediam-se as saudações de "Aloha!" , partindo de todas as portas varandas e janelas.Um grupo mais entusiástico jogava os chapéus para o alto dando vivas ao "Keuka" (o doutor), entremeando a animação com risadas infantis.  Até então, a br...

Irmão Pedro e o Lagarto de Esmeralda

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Irmão Pedro viveu na Guatemala há muitos séculos, mas o bem que ele fez vive ainda hoje na história do seu trabalho. Era pobre e continuou pobre a vida inteira, pois dava tudo o que tinha aos necessitados. Transformou a própria casa, pequena e humilde, num lugar de tratamento para os doentes. Dizem que à noite percorria as ruas tocando um sininho para lembrar às pessoas de agradecer a Deus e compartilhar as graças recebidas. Certo dia Irmão Pedro estava indo para a cidade e encontrou um homem muito pobre sentado à beira da estrada. Ao ver Irmão Pedro, o homem enxugou disfarçadamente uma lágrima.  — Por que está tão aflito, amigo? — perguntou Pedro, percebendo o desespero do outro.  — Estou com problemas sérios — disse o homem. — Minha mulher está doente e precisa de remédios. Meus filhos estão passando fome, mas não tenho dinheiro e não encontro trabalho. Não sei o que fazer. Irmão Pedro olhou para o rosto sofrido e desejou ajudar. Mas suas roupas também estavam ...

A Lagoa dos Sapos

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Certa vez foi me contada uma história de uma lagoa no meio da floresta onde era localizado o reino dos sapos. O local era considerado o paraíso para a espécie, governado pelas ordens do rei. Este, por sua vez, se encontrava tristonho sentado em seu trono de cogumelo por não ter nada o que fazer. — Não é fácil ser o rei da lagoa — afirmava para seu conselheiro. — Estou submerso em um poço de tédio, tudo se encontra na mais perfeita harmonia!  O súdito, então, ouvindo os lamentos do monarca, sugeriu-o que fizesse uma competição na lagoa e desse as mais nobres honrarias ao vencedor. Pois bem, dito isso, o Rei Sapo não se aguentava dentro de si já que tamanho era seu entusiasmo. Pediu ao escrivão que elaborasse uma carta oficial e colasse no tronco do arbusto às margens da lagoa. Assim, todos poderiam participar. "Caros súditos, contemplarei àquele que subir primeiro na copa do arbusto e me trouxer um ramo de sua flor com tesouros inimagináveis", dizia a tal carta. Log...

O Enxadrista, de Christian Pissini

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Tão clássico é o xadrez que se popularizou por quase todo o globo ao longo de milênios, responsável por inspirar inúmeras obras literárias com partidas marcantes que sempre envolvem grandes conquistas. Entretanto, apesar da forte cultura do jogo de reis e rainhas, o modernismo literário deixou esse aspecto de lado, migrando seus enredos para outras áreas.  O Enxadrista me chamou atenção por abordar esse tema há muito esquecido, que, apesar do tempo, não perdeu o brilhantismo e a emoção de uma jogada. Obviamente não se trata de uma obra técnica, tampouco aborda o xadrez por si só. Em meio páginas desse pequeno exemplar, nos é dada a oportunidade de conhecer a vida de Charles Parker, uma pessoa normal que passa por momentos de ascensão e declínio. O diferencial do livro é que sua vida é guiada por uma partida de xadrez. Exatamente isso! Como as Parcas da mitologia grega, que são responsáveis por cortar o fio da vida de um ser humano, levando-o à morte, os dois personagens...

Dez Dicas Para Ser Um Bom Leitor e Escritor

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O livro Não Erre Mais , citado no Book Haul de Maio , apresenta uma série de dicas para nos tornarmos bons leitores e, até mesmo, bons autores. É certo que a leitura está muito mais presente em nossas vidas do que a escrita. Escrevem aqueles que, por contingências profissionais, veem-se obrigados a fazê-lo, entretanto, todos os letrados, supostamente, leem. Aquela famosa frase "quem não lê, mal fala e mal escreve" faz todo sentido se pensarmos por esse ângulo. Diz respeito àqueles que não possuem o habito da leitura, e não ao fato de a pessoa ter aprendido a ler. Em síntese, separei algumas dicas, presentes no livro, para ajudar nesse processo de leitura e escrita. Obviamente, somente essa publicação não fará de ninguém um mestre no assunto, é preciso que se aprofunde mais a fim de atingir o sucesso almejado. Não há bônus sem ônus!  Ser um bom leitor implica em:  — Identificar e selecionar elementos relevante no texto. — Organizar as ideias em relação à leitura...

O Cisne e o Cozinheiro

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Uma antiga fábula nos conta que num pátio onde se criavam animais de plumagem, viviam o cisne e o ganso. O primeiro tinha por  única finalidade alegrar a vista de seu dono, enquanto o segundo era destinado a satisfazer as delícias da mesa. Um se julgava o favorito do jardim, e o outro, por seu turno, vangloriava-se de ser o favorito da casa. O terreno onde estavam era todo cercado por um límpido lago, e lá costumavam os dois rivais distrair-se, nadando juntos e até mesmo mergulhando na água clara, mas sem jamais esquecerem suas disputas e emulações. Certo dia em que o cozinheiro se excedera na bebida, apanhou o cisne, pensando tratar-se do ganso. O trêmulo animal já estava prestes a ser degolado pelo cozinheiro, quando com plangente cantar pós-se em lamentos por aquela desventura. E não foi pequena a surpresa do cozinheiro ao notar o engano em que laborara. — Valha-me Deus! — exclamou. — Por pouco não punha a ferver no caldeirão este excelente cantor. Nunca me aconteça c...

As Cinco Pessoas Que Você Encontra No Céu, de Mitch Albom

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As Cinco Pessoas Que Você Encontra No Céu, escrito por Mitch Albom, é um livro que simplifica a vida de uma forma espetacular. Lindamente triste, a história se passa em torno do personagem principal, Eddie, mecânico chefe de um parque chamado Ruby Pier. Eddie tinha o sonho de se tornar engenheiro, mas depois que foi convocado à guerra, abriu mão de seus objetivos. Quando voltou, já não tinha mais o mesmo entusiasmo de antes, e os acontecimentos fizeram com que se acomodasse. No decorrer do livro vamos descobrindo toda a sua história, e o porquê dele ter tido uma vida aparentemente normal e melancólica. Passara a vida toda trabalhando no Ruby Pier e acabou morrendo num trágico acidente no parque, que é narrado logo no princípio da história, pois a maior parte dela se passa em suas experiências pós-vida. Ao chegar no céu, ele começa a ter as respostas das perguntas que o atormentava, e percebe que nada do que fizera foi por acaso. Ao ser recebido por cinco pessoas - uma de cad...

Humildade e as Raízes Terrenas

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De acordo com o Abade Christopher Jamison em seu livro, temos que começar examinando a origem da palavra humildade para compreender seu real significado. Sua raiz é a palavra latina "humus", que significa solo ou terra. A partir daí, segue-se uma definição pragmática: ser humilde é ser prático e simples, ter os pés no chão. O que se pressupõe ser também realista, honesto e verdadeiro. A raiz também conecta humildade à humanidade, porque ser humano é ser feito do "humus". "Homo Sapiens" é o pedaço de terra que sabe que está vivo, uma revelação magnificamente expressa no Livro do Gênesis. Adão é alguém feito a partir de "admah", a palavra hebraica para solo, chão.  Ele é "sapiens" porque tem conhecimento, é capaz de dar nome às coisas e escolher quais frutos do paraíso desfrutar. Mas o único que ele não pode apreciar é o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Esse conhecimento significaria que ele é divino, pois só Deus...

A Misteriosa Rainha das Flores

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Um roseiral em flor é sempre algo de maravilhoso. Quando as rosas se abrem em todo o seu esplendor, nos jardins, mesclando seu aroma ao das demais plantas, a natureza toda se adorna e é realmente um espetáculo maravilhoso. Desde tempos imemoráveis, a rosa é a rainha das flores, flor procurada em todos os recantos do globo. O grande poeta Homero comparava as cores da aurora aquelas tênues e suaves da rosa: para ele, a aurora tinha dedos de rosa. E todos os poetas a cantam: Chamam-na a Rainha das Flores. Muitas lendas cercam o aparecimento desta soberana flor. Uma delas diz que o poeta, desejando oferecer a Júpiter uma coisa bela e frágil ao mesmo tempo, parou diante de um arbusto, colheu uma flor e disse a Júpiter: "Que seja a rosa". E, entre seus dedos, a metamorfose se realizou. A primeira rosa era branca. Também sobre a mudança de sua cor nasceu uma lenda gentil. Cupido, dirigindo um coral de danças, esbarrou num vaso de néctar, que caiu sobre a rosa, que, de branc...

O Velho e as Árvores

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Um velho plantava árvores quando pelo local passaram três mancebos. — Plantar com essa idade ainda se compreende. Mas plantar árvores!... Não há dúvida, esse velho caduca. Diga-nos: qual será o futuro desse trabalho? Para colhê-lo, terá que viver mais que um patriarca. Para que se cansa por um futuro que não poderá usufruir? Esqueça seus antigos pecados, renuncie às esperanças remotas e às empresas ambiciosas, o que só a nós interessa — dizem os rapazes. — Também nada é para vocês — retrucou o velho. Tudo que projetamos demora a concretizar-se e pouco dura. O tempo domina tanto sobre meus dias quanto sobre os seus. Qual de nós, diga-me, verá por último a luz do dia? A meus bisnetos e tetranetos é que lego a sombra dessas árvores. Acaso impedirão aos homens honrados do futuro de se aproveitarem do esforço alheio? Só a satisfação de saber que meus descendentes comerão dos frutos destas árvores já é, para mim, feliz colheita, que faço hoje, amanhã, e mais alguns dias, até, pois é...

Os Dois Hóspedes de Humberto de Campos

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Entre os muitos hotéis da cidade, aquele era o mais aristocrático. Situado em um dos pontos mais altos, era ali que se hospedavam os viajantes mais ricos e respeitáveis, alguns dos quais acabavam fixando residência no edifício. A Bondade, a Ternura, o Ódio, a Saudade, moravam nele. Jovem e sadia, a Alegria ocupava uma torre esguia e clara que o Sol fazia faixar, logo que amanhecia. A Tristeza, sempre vestida de negro, vivia num quarto sem luz, que apenas os morcegos visitavam. A Hipocrisia habitava um subterrâneo, e a Mentira, um compartimento estreito, cercado de portas falsas, que lhe facilitavam a fuga à simples aproximação da Verdade. Era nesse edifício que morava, chamando a atenção de todos, um cavalheiro que, às vezes, se mostrava doce, polido, gentil, tolerante, e outras, irritado, hostil, intransigente, e, não raro, malcriado. Era vizinho do Ciúme e, sob o menor pretexto, alternava com ele, que era, em geral, secundado pela Dúvida, cujos aposentos ficavam juntos e tinha...

Uma Resposta Lacônica

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Esta famosa historieta sobre a coragem espartana data da época de Felipe da Macedônia (382-336 a.C.), que forçou a unificação da maioria das cidades e territórios gregos. Nos primeiros tempos, os povos da Grécia não eram unidos como hoje. Havia uma série de cidades e territórios, cada qual com seu próprio governante. Felipe, rei da Macedônia, ao norte da Grécia, queria unir todos os povos gregos sob seu domínio. Armou então um poderoso exército e partiu para a conquista dos outros territórios, onde se fez aclamar rei. Esparta, porém, resistiu. Os espartanos ocupavam a região sul da Grécia chamada Lacônia, por isso eram também chamados lacões. Destacavam-se pelos costumes simples e pela bravura. Eram também famosos por usar poucas palavras, cuidadosamente escolhidas: ainda hoje se diz que as respostas curtas são “lacônicas”. Sabendo que precisava subjugar Esparta para ter o domínio total sobre a Grécia, Felipe cercou as fronteiras da Lacônia e enviou uma mensagem aos espartan...

Consolo à Solidão

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Houve a publicação de várias obras póstumas de Humberto de Campos que falecera em 1934, deixando grande carga cultural para a humanidade. Mesmo vinte anos após sua morte, existia ainda material a ser publicado, dentre eles, uma crônica escrita no ano de 1931 chamada " A Consoladora". Nenhum rajá da Índia possuíra, jamais, um séquito como o daquele rei. Senhor de minas inesgotáveis, em que brilhava o ouro e a prata e rutilavam o diamante e a ametista, o rubi, a safira o topázio, a esmeralda, uma infinidade, em suma, de pedras luminosas e estranhas, aquele monarca vivia na opulência, mas cumprindo, na terra, um a terrível sentença: andar, continuamente, eternamente, perpetuamente, e sempre, dia e noite, na mesma direção. Foi para minorar esse castigo que ele organizou aquela comitiva soberba convidando para sua companhia todos os príncipes e princesas dos reinos vizinhos. A Amizade, a Riqueza, a Mocidade, a Fé, a Esperança, o Amor, o Ódio, a Caridade, a Ternura, a Tolerâ...

Os Segredos da Perseverança.

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É certo que todas as jornadas de vida passam em trechos ásperos. Todos somos testados e chamados à ordem por ocasionais percalços na estrada, surpresas desagradáveis, atrasos irritantes, acidentes e enganos que aborrecem. Há momentos que o mundo inteiro parece estar desmoronando. A adversidade ocupa uma boa parte da vida, e quanto mais cedo aprendemos a lidar com ela, mais suave a mesma se torna. Virtudes como a perseverança deve ser guiadas pela sabedoria prática. Vemos atuar a verdadeira concentração, o emprego do pensamento e do talento na execução de uma tarefa à qual se dedicam toda a mente e coração. E testemunhamos a coragem da imaginação, quando ousamos nos aferrar a ideias que valem a pena, apesar de todos insistirem que são equivocadas. Se encarados da maneira correta, é claro, a maioria dos problemas que encontramos na vida tornam-se oportunidades de conhecer e aumentar a força das nossas virtudes. Os golpes de adversidade podem ser excelentes chances para melhorar...

Aprendendo com o Rio.

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Vivo é o rio que nos ensina evoluir com suas águas de esperança, serenidade e luz. Capaz de reluzir em nossas mentes a sabedoria de passar pelos mais vastos bosque e cair nas mais altas cascatas  sem  perder o foco de chegar aos nossos destinos. Também nos ensina a manter a   paz em meio as pedras e viver as mais distintas experiências sendo sempre iluminado pelos raios do sol.  Sábios são aqueles que aprendem com o rio e fluem como suas águas, visto que chegarão à imensidão do oceano com a perspicácia de olhar para trás e dizer que tudo valeu a pena. 

Idealizar um sonho.

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Todos os dias recebo uma dose de experiências sentimentais idealizadas naquilo que quero ser, da mesma forma que reflito meus pensamentos para o que realmente sou, diferenciado pelo que já fui.  Sonhei pensando e por alguns instantes fiquei feliz, mas apenas pensei. Pensei em ser, não fui. O caminho que diferencia esses dois pontos é vasto, não basta apenas formar um processo mental, é preciso idealizar, diferenciar e agir.  Cada ser tem suas escolhas e objetivos a serem concretizados, independente de seus sentimentos, são verdadeiros sonhos. Sonhos que viajam nos pensamentos esperando serem escolhidos e materializados. A escolha do caminho é individual, do sonho é opcional, já da força que o alimenta é essencial. Quem escolhe sonhar, escolhe a expressão de um momento e a determinação de uma vida.

Eu escolhi a serenidade.

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Cada momento guarda consigo uma energia que nos faz viajar no tempo. Algo tão rico de se imaginar, como o nascer do sol, capaz de nos dar inspiração para seguir em frente, sendo talvez, um dos segredos para conquistar a sabedoria. E para compreender tal energia é necessário quietude, saber ouvir a natureza e observar seus ciclos. Tirar um tempo para admirá-la e fazer da vida algo além de uma mera existência. Sendo uma qualidade moral, é também uma escolha objetiva valorizada pelo sentimento e expressão. Estou falando da serenidade! A arte de aceitar e ser aceito,  de semear a paz e de construir um mundo mais bonito.

Histórias para a Alma

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Obviamente que histórias aumentam nossa sabedoria ilustrando virtudes intelectuais em ação. Podemos imaginar, inventar e sonhar com elas, descobrir qualidades e aprender a dar valor o que conquistamos com o passar do tempo. Histórias são portões para o conhecimento, compreendidas além da realidade e interpretadas como ponte de ligação entre corpo, mente e espírito. Pode auxiliar desde uma simples tarefa, até a mais árdua jornada com suas verdades morais e seus contos florais. Não se pode negar que histórias têm poder e amenizam a severidade do mundo. Como um emaranhado de conhecimento, uma nos leva a outra em meio às descobertas, e nessa encruzilhada nos é dado o poder da escolha, para evoluirmos no que diz respeito ao ato de viver.

Um ano depois.

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Hoje percebi que há mais de um ano escrevi o primeiro texto para meu blog. Foram os pensamentos ebulindo na minha mente responsáveis pela iniciativa. Vi que precisava encontrar uma forma de discerni-los; e no decorrer desse tempo, muita coisa pôde ser expressada em meio aos inúmeros textos escritos por mim. Algo tão extraordinário de se rever, que foi possível perceber o quão grande é a capacidade de um ser humano pensar e refletir sobre a própria vida e notar uma caminhada irregular, tendo, às vezes, muitas ideias e assuntos num único dia, do mesmo modo em que se passa meses com a mente congelada, incapaz de formular uma frase. Pois assim é a vida! Há momentos que podemos avançar, agir e voar, porém em outros, devemos recuar, aguardar e aprender. Querer mudar a ordem natural das coisas está fora do nosso alcance. Então, que venha a hora de amadurecer, a hora de escrever e a hora de aprender. Que venha mais um ano!